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Coronavírus

'Não há plano B para o distanciamento social', diz infectologista David Uip

14.abr.2020 - O infectologista David Uip em coletiva da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sobre o coronavírus - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
14.abr.2020 - O infectologista David Uip em coletiva da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sobre o coronavírus Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

28/04/2020 08h12Atualizada em 28/04/2020 08h32

O distanciamento social é a única medida eficaz que temos no momento para evitar a transmissão da covid-19 e não há plano B, afirmou o infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip.

Em entrevista ao jornal "Valor Econômico", o médico, que foi infectado pelo coronavírus e precisou se isolar por 14 dias, reiterou o discurso do governo do estado de que a taxa de isolamento social deve ficar, no mínimo, acima de 50% para que possa começar a haver uma retomada da atividade.

Em alguns dias da semana passada, a taxa de isolamento social em São Paulo ficou abaixo desse patamar, mas subiu no final de semana e chegou a 58% no domingo (26).

"Essa regressão [do isolamento] não pode acontecer, e eu sei o quanto é difícil ficar de quarentena. Só que não tem plano B neste momento. Não tem vacina nem medicamento. O que podemos fazer é o distanciamento social", declarou Uip.

Segundo ele, o relaxamento das medidas de isolamento vão depender não só do percentual de pessoas que permanecem em casa, mas de outros fatores como: oferta de testes, disponibilidade de leitos e diminuição no número de novos casos.

"O governador [João Doria] tem reiteradamente anunciado que esse abrandamento depende do que vai acontecer, o que está correto. Tanto pode haver a flexibilização como a manutenção, depende dos dados que vão se apresentar", afirmou o infectologista.

Retorno à normalidade

Uip disse ainda que não é possível quando a vida das pessoas retornará à normalidade. De acordo com ele, esse prazo tem sido de quatro a cinco meses em outros países, mas a descoberta de um medicamento ou uma vacina que sejam eficazes contra a doença poderia acelerar essa retomada.

Um medicamento pode surgir a qualquer momento, pois há várias pesquisas no mundo nesse sentido. Já a vacina é algo mais demorado porque demanda um período de investigação científica e depois investigação clínica.

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