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CE é estado com mais mortes atestadas em 24 h; Brasil chega a 11.519 óbitos

Do UOL, em São Paulo

11/05/2020 19h21Atualizada em 12/05/2020 13h25

Resumo da notícia

  • Ceará foi o estado que mais oficializou mortes nas últimas 24 horas
  • Ficou à frente de Rio e Pará (56 novos óbitos cada um), e também de São Paulo (34)
  • Mato Grosso do Sul foi o único estado da federação a não registrar mortes por covid-19 no boletim de hoje

O número de pessoas mortas no país pela pandemia do novo coronavírus já é de 11.519 segundo a ultima atualização feita pelo Ministério da Saúde hoje. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 396 óbitos.

A pasta também anunciou que, até o momento, o país contabilizou 168.331 casos confirmados de covid-19. De ontem para hoje, foram 5.632 novos diagnósticos. O governo também divulgou que 82.344 pacientes estão em acompanhamento e 69.232 já se recuperaram da doença.

A taxa de letalidade é de 6,8%. Já a taxa de mortalidade, calculada a cada 100 mil habitantes, é de 5,5.

Ceará é estado que registrou mais mortes

Com 75 novos óbitos, o estado do Ceará foi o que mais oficializou mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Ficou à frente de Rio de Janeiro e Pará (56 novos óbitos cada um), e também de São Paulo (34), o estado mais atingido pela pandemia até o momento.

O Ceará segue sendo o estado do Nordeste com mais casos e mais mortos pela doença, ficando apenas atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro em ambos os quesitos. Agora, são 17.599 casos oficiais e 1.189 mortes no total.

O "ranking" de mortos por estado do Brasil teve poucas alterações de ontem para hoje: Piauí e Acre registraram três óbitos cada um e, desta forma, ultrapassaram o Distrito Federal, que contabilizou duas. O Mato Grosso do Sul foi o único estado da federação a não registrar mortes por covid-19 no balanço de hoje, algo que não é incomum no início da pandemia.

Entenda o cálculo feito pelo Ministério da Saúde

Os números de diagnósticos e óbitos confirmados nas últimas 24 horas não necessariamente ocorreram no último dia.

Segundo o Ministério da Saúde, a fila de testes faz com que os óbitos sejam confirmados, em média, uma ou duas semanas após terem ocorrido. O UOL já identificou atrasos de até 51 dias para a oficialização de mortes.

Por conta dessa atualização retroativa, no início da pandemia o número real de mortes ocorridas até uma certa data chegava a ser o dobro daquela divulgada pelo Ministério da Saúde.

Saúde fala sobre diretriz de isolamento social

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse hoje que as diretrizes da pasta para a questão do isolamento social serão de abordagens distintas para cada região do país, observando fatores como a relação de leitos disponíveis, hospitais e testagem da população.

Embora tenha anunciado que divulgaria as ações a respeito do isolamento ainda hoje, Teich declarou que os detalhes constarão em uma ferramenta que só será divulgada depois de amanhã. O ministro voltou a dizer, como em outras ocasiões, que não se trata de uma política sobre a flexibilização da quarentena.

"A decisão, vocês sabem, cabe aos estados e municípios. O que o Ministério da Saúde faz é disponibilizar uma linha de raciocínio", afirmou.

As medidas recomendadas vão desde o distanciamento social seletivo à restrição máxima de circulação de pessoas. O titular da pasta também observou que a estratégia será frequentemente revisada e que a diretriz também envolve conversas com estados e municípios.

Mais de 50% de adultos em grupo de risco, diz estudo

Um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) indica que mais de 50% dos adultos no Brasil (cerca de 86 milhões de pessoas) apresenta ao menos um dos fatores que aumentam o risco de manifestação grave da covid-19.

Questões como faixa etária, obesidade, diabetes e doenças crônicas foram observadas pelo levantamento, assim como a quantidade de fumantes. Outro fator abordado na pesquisa foi a desigualdade social.

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