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Teich: Economia é quem avalia abertura de salões e academias por Bolsonaro

Nelson Teich, ministro da Saúde - EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Nelson Teich, ministro da Saúde Imagem: EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

11/05/2020 19h31

O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que a sua pasta não opinará sobre a abertura de salões de beleza e academias, classificadas hoje como serviços essenciais pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) . Teich também disse que a decisão não passou pela pasta e que é uma tarefa do Ministério da Economia avaliar tais medidas.

Ele argumentou que cabe ao Ministério da Saúde apenas viabilizar como a abertura será aplicada, apresentando o menor risco para a saúde das pessoas.

"Avaliamos o melhor fluxo que impeça as pessoas de se contaminarem e os requisitos que as exponham menos. Nossa tarefa é proteger as pessoas. Decidir sobre atividades essenciais é uma tarefa da economia", afirmou.

Teich foi pego de surpresa sobre a medida do presidente e foi comunicado pelos repórteres, durante coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. A entrevista acontecia no momento em que o decreto de Bolsonaro era publicado no Diário Oficial da União.

Bolsonaro justificou a abertura destes serviços como essenciais afirmando que "é higiene, é vida", na portaria do Palácio da Alvorada. Ele disse que é preciso cuidar a questão da vida paralelamente com a questão da economia.