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Belo Horizonte não amplia reabertura, e prefeito critica abandono da saúde

8.abr.2019 - O prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD-MG) - Amira Hissa/Prefeitura de Belo Horizonte
8.abr.2019 - O prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD-MG) Imagem: Amira Hissa/Prefeitura de Belo Horizonte

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 14h59Atualizada em 29/05/2020 16h17

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou o que chamou de "sucateamento do SUS" e afirmou que o Brasil sofreu um abandono na saúde pública, que se reflete no enfrentamento da pandemia do coronavírus. Ao anunciar que não vai avançar na flexibilização da quarentena, por medo de que a cidade veja uma explosão dos casos, ele afirmou que o "serviço público (...) é uma porcaria". Mas que a capital mineira "ainda é a melhor porcaria do Brasil".

"Prestem bem atenção, estamos humildemente comunicando o que está acontecendo no estado de Minas Gerais. Por um sucateamento da saúde de anos e anos. Então não venha falar que isso é político. Foi o abandono da saúde pública que esse país sofreu e que Belo Horizonte conseguiu amenizar", disse hoje, em coletiva de imprensa.

"Já cansei de falar isso e vou repetir. O SUS é um espetáculo, o serviço público, por roubalheira, por incompetência, por abandono, é uma porcaria. Mas Belo Horizonte ainda é a melhor porcaria do Brasil", acrescentou.

Esperava-se que uma segunda etapa de reabertura tivesse início na semana que vem, mas ela foi vetada. O estado vive um embate sobre a reabertura das atividades econômicas, defendida pelo governador Romeu Zema (Novo). No entanto, Minas é um dos estados que menos realizaram testes e nesta semana houve admissão de uma grande subnotificação do número de casos, enquanto a covid-19 avança para o interior.

De acordo com o jornal O Tempo, Kalil vê problemas em flexibilizar a quarentena. Ele teme que infecções de fora causem uma onda de contágios.

"Belo Horizonte é a única que não exporta casos. Ela vai ser infectada e vai ser demandada de fora para dentro. E a única do país que vai acontecer isso. Se Belo Horizonte fosse uma ilha, nós poderíamos flexibilizar à vontade. Mas nós não somos uma ilha (...). Nós temos obrigação de falar o que está acontecendo no interior", afirmou ele.

"Data é muito fácil de dar e depois prorrogar. Vamos vir aqui toda sexta-feira. E Deus permita que na próxima não tenhamos que fazer um lockdown na cidade", completou.

O boletim de hoje da secretaria da saúde registra 9.232 casos confirmados e 257 mortes em Minas Gerais.

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