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Covid: Brasil passa de 69 mil mortes; Sul tem 2º recorde seguido de óbitos

Teste rápido para detectar covid-19 mostra resultado positivo para coronavírus - Eduardo Valente/Framephoto/Estadão Conteúdo
Teste rápido para detectar covid-19 mostra resultado positivo para coronavírus Imagem: Eduardo Valente/Framephoto/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/07/2020 18h36Atualizada em 09/07/2020 20h22

A região Sul teve hoje o segundo dia seguido com recorde de mortes por covid-19 em 24h, apontam dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. Foram 94 óbitos contabilizados pelas secretarias estaduais, uma a mais que ontem. Em todo o país, foram 1.199 novas vítimas fatais do coronavírus, elevando o total para 69.254 vidas perdidas para a doença desde o início da pandemia.

Segundo o consórcio de imprensa, foram contabilizados hoje também em todo o país mais 42.907 casos. O total de infectados passou para 1.759.103 pessoas.

O estado do Rio Grande do Sul, que ontem havia feito seu próprio recorde de óbitos com 37 registros, hoje aumentou esse dado com 45 mortes. No Paraná, foram 34 óbitos contabilizados no último balanço, número menor que o dia anterior (43 mortes). Em Santa Catarina, o boletim indicou 15 novas vítimas fatais da covid-19 nas últimas 24 horas. Ontem tinham sido 13.

Nesta semana, em entrevista à GloboNews, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) demonstrou preocupação com a pandemia na região. "Estamos começando ainda em algumas cidades. Temos epidemias com diferentes momentos. Temos Minas Gerais com transmissão intensa, tanto capital como interior (...). Estamos iniciando o inverno no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, sendo que historicamente são nossos piores índices por conta da faixa etária. É um desafio enorme a região Sul", disse.

O estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, tem o maior percentual de população acima dos 60 anos no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística), com 18,77%. A idade é considerada de risco para o novo coronavírus.

Governo apontou 1.220 mortes nas últimas 24 horas

O Ministério da Saúde também divulgou hoje um novo balanço da pandemia do coronavírus, com o registro de mais 1.220 mortes nas últimas 24 horas em todo o país. Foi o terceiro dia seguido acima da marca de 1.200 óbitos.

O total de vítimas fatais da covid-19 no Brasil chegou a 69.184, se aproximando da marca de 70 mil. O governo federal ainda contabilizou mais 42.619 casos diagnosticados de ontem para hoje. O total de infectados agora é de 1.755.779 pacientes.

Ainda segundo o ministério, o país tem hoje 632.552 pacientes em acompanhamento, enquanto 1.054.043 já são considerados como recuperados da doença.

SP: capital reabrirá parques; casos sobem no interior

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou hoje que 70 parques municipais e academias poderão reaberir a partir da próxima segunda-feira. Mais detalhes devem ser apresentados entre hoje e amanhã. A Prefeitura também vai ampliar de cinco para nove as fases do inquérito sorológico criado para monitorar os casos de covid-19 na cidade.

A cidade ainda tem o maior número de casos do país, mas segundo pesquisadores, a pandemia vem reduzindo o ritmo de disseminação na capital, mas acelera em regiões distantes, no interior de São Paulo.

O estado registrou hoje mais 330 óbitos provocados pelo coronavírus, fazendo com que o total de vítimas da covid-19 chegasse a 17.118. O número de casos em São Paulo é de 349.715, com aumento de 8.350 diagnósticos nas últimas 24 horas.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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