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Mandetta diz que Pazuello foi 'patético' ao criticar Doria por vacinação

Luiz Henrique Mandetta critica o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por tratar como uma jogada de marketing o rito da primeira vacinada do Brasil pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - Reprodução
Luiz Henrique Mandetta critica o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por tratar como uma jogada de marketing o rito da primeira vacinada do Brasil pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

18/01/2021 16h48

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou a forma como o atual titular da pasta, general Eduardo Pazuello, conduziu sua entrevista coletiva ontem após a aprovação emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Pazuello disse que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez uma "jogada marketing" após transmitir ao vivo a vacinação da enfermeira Mônica Calazans, primeira imunizada contra a covid-19 no país.

"Agora, o Doria também tem toda aquela sua maneira de se expressar. Quem eu acho que passou papel pior foi o ministro. Que entrou em uma coletiva falando lá de Brasília e passou a ser respondido ao vivo. Assim foi a coisa mais patética que eu vi até hoje foi o ministro reclamar que um governador estava vacinando sua população", explicou Mandetta em entrevista a Rádio Eldorado.

Mandetta desaprovou Pazuello quando usou papéis para saber suas falas e não saber o real propósito da coletiva. E ainda fez uma crítica pelo uso expressão "Dia D e Hora H" quando questionado sobre o começo da vacinação.

"O mais patético que eu vi foi o ministro indo para a televisão lendo uns papéis e nem sabendo o que dizer. Falou que ia começar quarta-feira, mas hoje de amanhã falou que começaria hoje a tarde. A hora "H" dele foi de Hospital das Clínicas de São Paulo", completou.

Mudança de postura do presidente da Anvisa

O ex-ministro ainda comentou sobre a mudança de postura do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. Segundo Mandetta, ele influenciava as pessoas a não praticarem o distanciamento social a ir em manifestações junto do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

"Eu acho que o presidente da Anvisa, quando eu estava no Ministério, lembro dele muitas vezes validando essas aglomerações, indo de motocicleta com o presidente da República para aglomerações. Eu me lembro dele fazendo determinadas atitudes que acabavam a não ajudar na conscientização das pessoas."

Com isso, Mandetta concluiu que a agência reguladora foi colocada sob suspeita pelo comportamento de Barra Torres, citando o exemplo de quando os testes da CoronaVac foram paralisados pela morte de um voluntário sem relação com efeitos do imunizante.

Porém, agora julga que o presidente da Anvisa mudou sua postura ao se apegar a questões técnicas junto de outros diretores do órgão.

"A Anvisa se colocou sob suspeita pelo comportamento de seu presidente. O corpo técnico da Anvisa que eu conheço, foi trazendo ele para a realidade, para a importância daquela agenda. Acho que quando eles fizeram aquela suspensão muito equivocada dos testes da vacina, ali eles entenderam que qualquer atitude deles feita no afogadilho, ela seria interpretada não tecnicamente e optaram pelo caminho técnico absoluto."

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