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Coronavírus

Conteúdo publicado há
10 meses

Covid mata mais de 15 mil em uma semana; Brasil ultrapassa 290 mil mortos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/03/2021 19h14Atualizada em 19/03/2021 22h13

O Brasil superou a marca de 15 mil mortos pela covid-19 nos últimos sete dias. Com as 2.730 mortes registradas nas últimas 24 horas, a terceira maior marca desde março de 2020, o país chegou ao número de 15.259 óbitos entre os dias 13 e 19 de março. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Até o momento, 290.525 pessoas morreram devido à doença desde o início da pandemia. A média móvel de mortes dos últimos sete dias ficou em 2.178, sendo o 21º dia consecutivo de maior índice. Com isso, o país registra aceleração pelo 19º dia seguido. Hoje a alta foi de 50% na comparação com 14 dias atrás.

No último dia 6 de março o Brasil registrou a primeira semana com mais de 10 mil óbitos, desde então os números cresceram até atingir os mais de 15 mil completados hoje. Até o momento, a semana mais letal da pandemia havia terminado com 12.770 vítimas, em 13 de março.

Este é o 58º dia consecutivo no qual o Brasil registra uma média de mortes por covid-19 acima de mil, a mais longa em toda a pandemia. Pelo quarto dia seguido, o país reportou mais de 2.000 novos óbitos em um intervalo de 24 horas — e uma sequência de 18 dias com a notificação de mais de mil vítimas entre um dia e outro.

Apenas a região Norte está estável na média de mortes, com 8%. Todos as outras regiões apresentam aceleração, sendo: Nordeste (37%), Centro-Oeste (89%), Sudeste (43%) e Sul (80%).

Vinte e uma unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, apresentam alta no índice. Dois estados estão em queda e quatro estão estáveis.

Várias regiões do país estão muito próximas de um colapso em seus sistemas de saúde. UTIs lotadas, hospitais sem leitos e a ameaça de faltar sedativos e até oxigênio se tornaram uma realidade comum a diversas cidades.

De ontem para hoje, houve 89.409 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país, a segunda marca mais alta desde março de 2020. O recorde é de 90.830, registrado na última quarta-feira (17) Desde o início da pandemia, o total de infectados subiu para 11.877.009.

O Brasil em números

Na primeira onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)
  • Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)
  • Maior período com média acima de mil: 31 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)

Na segunda onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 2.798 (16/3)
  • Maior média móvel de óbitos: 2.178 (19/3)
  • Maior período com média acima de mil: 58 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 12.770 (de 7/3 a 13/3)

As 24 maiores médias móveis de mortes por covid-19 no Brasil ocorreram nos últimos 24 dias. As dez mais altas são as seguintes:

  • 19 de março - 2.178
  • 18 de março - 2.096
  • 17 de março - 2.031
  • 16 de março - 1.976
  • 15 de março - 1.855
  • 14 de março - 1.832
  • 13 de março - 1.824
  • 12 de março - 1.761
  • 11 de março - 1.705
  • 10 de março - 1.645

Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia ocorreram nos últimos dez dias (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):

  • 16 de março - 2.798
  • 17 de março - 2.736
  • 19 de março - 2.730
  • 18 de março - 2.659
  • 10 de março - 2.349

Sete estados reportaram mais de 100 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. O total de vítimas apenas nestes estados chega a 1.927:

  • São Paulo - 620
  • Rio Grande do Sul - 390
  • Paraná - 268
  • Minas Gerais - 237
  • Bahia - 143
  • Rio de Janeiro - 135
  • Santa Catarina - 134

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (19) que o Brasil computou 2.815 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Este é o segundo número mais alto desde março de 2020, pelos dados do governo, atrás apenas do que foi notificado na última terça-feira (16), com 2.841 vítimas. Desde o início da pandemia, houve 290.314 óbitos provocados pela doença em todo o país.

De ontem para hoje, foram registrados 90.570 novos casos confirmados de covid-19 no Brasil - a maior marca desde o começo da pandemia, pelos números do Ministério. O recorde anterior havia sido verificado na quarta-feira (17), com 90.303. O total de infectados chegou a 11.871.390.

De acordo com o governo federal, 10.383.460 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.197.616 em acompanhamento.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (40%)

  • Minas Gerais: aceleração (34%)

  • Rio de Janeiro: estável (-8%)

  • São Paulo: aceleração (64%)

Região Norte

  • Acre: estável (7%)

  • Amazonas: queda (-36%)

  • Amapá: aceleração (129%)

  • Pará: aceleração (33%)

  • Rondônia: aceleração (17%)

  • Roraima: queda (-27%)

  • Tocantins: aceleração (139%)

Região Nordeste

  • Alagoas: aceleração (52%)

  • Bahia: estável (14%)

  • Ceará: aceleração (46%)

  • Maranhão: estável (-3%)

  • Paraíba: aceleração (63%)

  • Pernambuco: aceleração (65%)

  • Piauí: aceleração (38%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (62%)

  • Sergipe: aceleração (152%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: aceleração (101%)

  • Goiás: aceleração (88%)

  • Mato Grosso: aceleração (96%)

  • Mato Grosso do Sul: aceleração (70%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (89%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (90%)

  • Santa Catarina: aceleração (52%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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