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Conteúdo publicado há
4 meses

Brasil atinge 29,5 milhões de vacinados contra covid, 13,96% da população

Mais de 29,5 milhões de brasileiros receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 - RICARDO MORAES/REUTERS
Mais de 29,5 milhões de brasileiros receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 Imagem: RICARDO MORAES/REUTERS

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/04/2021 20h09Atualizada em 26/04/2021 20h45

Nesta segunda-feira (26), o Brasil chegou à marca de 29,5 milhões de vacinados contra covid-19. Até agora, 29.554.723 pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença, o correspondente a 13,96% da população do país. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Foram vacinadas 522.849 pessoas com a primeira dose entre ontem e hoje. No mesmo período, a segunda dose foi aplicada em outras 548.499.

No total, 13.127.599 brasileiros receberam as duas doses de imunizante, conforme a recomendação dos laboratórios responsáveis pela produção da CoronaVac e da Oxford/AstraZeneca. O número equivale a apenas 6,2% da população nacional.

Proporcionalmente, o Rio Grande do Sul se mantém na liderança entre os estados que mais aplicaram a primeira dose de vacina em sua população: 18,13% de seus habitantes.

O estado de São Paulo continua à frente entre aqueles que mais aplicaram a segunda dose: 8,45% de sua população.

Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.279 mortes por covid-19 no Brasil. Com isso, o país chegou a 392.204 óbitos pela doença. Ontem, o país superou, nos quatro primeiros meses de 2021, o número total de óbitos em 2020.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.451 pessoas por dia por complicações da infecção pelo coronavírus no Brasil. Este é o 96º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há 41 dias, desde 17 de março, o índice se mantém acima de 2 mil.

Ex-diretor da Anvisa questiona transparência dos dados sobre a Sputnik V

O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, ex-diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), questionou a transparência das autoridades de saúde da Rússia sobre a vacina Sputnik V, usada contra a covid-19.

"Todas as vacinas de vetor viral, estou me referindo basicamente a Janssen e a Oxford/AstraZeneca, estão com problemas de efeitos trombóticos muito raros, mas têm aparecido. Esta vacina usa a mesma tecnologia e nós não temos nenhum evento relatado após a utilização da vacina. Será que ela é tão diferente assim ou será que não existe a transparência dos dados? Eu estou desconfiado da vacina da Sputnik V", disse Vecina em entrevista à GloboNews.

A Anvisa recebeu um pedido de uso emergencial do imunizante, válido para todo o país, e outro para importação da vacina feito por estados e municípios. O segundo pedido chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), que deu prazo de 30 dias para que a agência avalie o pedido dos estados.

Alegando falta de informações, a Anvisa pediu que esse prazo fosse suspenso, o que foi negado hoje pelo STF, com relação ao pedido feito pelo estado do Maranhão.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Você utiliza a Alexa? O UOL fornece informações à inteligência artificial por voz da Amazon, com boletins de notícias e dados atualizados do número de brasileiros vacinados contra a covid-19. Para saber sobre a vacinação no país ou no seu estado com a credibilidade do UOL, pergunte: "Alexa, quantas pessoas já foram vacinadas no Brasil?", por exemplo, ou "Alexa, quantas pessoas foram vacinadas?". Nos encontramos lá!

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