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Com maior entrega da Fiocruz e doses do Covax, Queiroga fala em 'recorde'

Ministro da Saúde valorizou mais de 17 milhões de doses entre quantitativos recebido e já distribuído aos estados - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Saúde valorizou mais de 17 milhões de doses entre quantitativos recebido e já distribuído aos estados Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

30/04/2021 18h15Atualizada em 30/04/2021 20h58

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou em "recorde" hoje no recebimento e distribuição de vacinas contra a covid-19 ao anunciar mais 4 milhões de doses que chegarão ao país no final de semana pelo consórcio Covax Facility. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) entregou ao governo federal o seu maior lote de imunizantes, com 6,5 milhões de doses.

Assim como as vacinas envasadas pela Fiocruz, as doses que chegarão por meio do consórcio de imunizantes liderado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) são da AstraZeneca/Oxford. Segundo Queiroga, 220 mil doses chegarão amanhã (1º). No domingo (2), virão os cerca de 3,8 milhões restantes, separados em dois voos, um com 1,7 milhão e outro com 2,1 milhões de doses.

Anteontem (28), o governo federal anunciou que tinha conseguido antecipar a entrega de 2 milhões de doses do Covax para maio, totalizando cerca de 4 milhões de doses a serem entregues por meio do consórcio no próximo mês.

No cronograma atualizado de entregas de vacinas contra a covid-19, anunciado no último sábado (24), o Ministério previa apenas 2 milhões de doses da vacina de Oxford pelo Covax em maio.

Ministro vê "recorde", mas exagera nas datas

Com o novo anúncio, Queiroga valorizou a aceleração do ritmo de entregas e de distribuição de vacinas contra a covid-19 nos últimos dias e nos próximos. O ministro lembrou que o governo federal vai totalizar mais de 17 milhões de doses entre recebidas e distribuídas.

No entanto, Queiroga exagerou nas datas, contabilizando seis dias, quando só há novos quantitativos confirmados num período de cinco dias segundo as contas da própria pasta.

Temos um recorde no recebimento de vacinas neste final de semana. São mais de 17 milhões de doses de vacinas da covid-19 em um intervalo de seis dias, então 17 milhões de doses, isso equivale a mais que a população de Portugal, de Israel, da Grécia, mostrando que as ações que estão sendo empreendidas no Ministério da Saúde, com parceria da Opas [Organização Pan-Americana da Saúde], da OMS, com nossa diplomacia, estão muito bem-sucedidas e trazem uma tranquilidade para a nossa sociedade.
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Queiroga falou em uma transmissão ao vivo feita direto da sede do Ministério, em Brasília. Ao lado do secretário-executivo da pasta, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, eles enumeram as recentes entregas e lotes distribuídos pela Saúde, mas contaram já a partir de anteontem (28), quando foi expedida a pauta para a distribuição que teve início ontem (29).

Considerando o início da distribuição ontem e o próximo recebimento confirmado, para domingo, serão mais de 17,1 milhões de doses.

  • Ontem (29) a Saúde iniciou a distribuição de 5,1 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas pela Fiocruz e mais 104,8 mil doses da CoronaVac envasadas pelo Instituto Butantan. Também foi recebido o primeiro milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech
  • Hoje (30) a pasta recebeu 6,5 milhões de doses da vacina de Oxford envasadas na Fiocruz e mais 420 mil doses da CoronaVac
  • Amanhã (1º) chegarão 220 mil doses da vacina de Oxford por meio do consórcio Covax Facility
  • E domingo (2) chegam mais 3,8 milhões de doses pelo Covax

42 milhões de doses pelo Covax

Ao todo, o país deve receber 42 milhões de doses pelo Covax. No entanto, nem todas serão da AstraZeneca. Para maio, por exemplo, está prevista a entrega de 842.400 doses da vacina da Pfizer pelo consórcio. Já para o imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, há a previsão de um total de pouco mais de 32 milhões de doses a serem entregues pelo Covax neste ano.

No ano passado, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se recusou inicialmente a fazer parte do consórcio, que tem como objetivo garantir o acesso a vacinas contra a covid-19 para países com menos recursos. Quando decidiu aderir ao Covax, optou pela cota mínima, que garante imunizantes para apenas 10% da população do país. Como os imunizantes da AstraZeneca e da Pfizer precisam de duas doses, a cota cobre 21 milhões de pessoas.

Distribuição da vacina da Pfizer na segunda

Queiroga também confirmou hoje a expectativa de atraso no cronograma de distribuição das primeiras doses da vacina da Pfizer. O imunizante deveria começar a ser distribuído hoje, mas o processo terá início apenas na segunda-feira (3).

O atraso, segundo Queiroga, se dá porque a logística de armazenamento e distribuição "é mais complexa". Diferente das duas vacinas que são aplicadas hoje no Brasil, o imunizante da Pfizer requer uma refrigeração a temperaturas mais baixas.

A vacina da Pfizer chegou ontem ao país armazenada em caixas a -70°C. Segundo o Ministério, os estados vão receber as vacinas armazenadas entre -25°C e -15°C, temperatura que pode ser mantida por até 14 dias. Já na rede de frio nacional, elas vão ficar de 2°C a 8°C. Com isso, a aplicação na população deve ocorrer em até cinco dias.

Neste primeiro momento, somente as 26 capitais e o Distrito Federal vão receber doses da Pfizer. A Saúde afirma que a decisão foi tomada por causa da demanda diferenciada de refrigeração do imunizante.

O acordo do governo federal com a Pfizer prevê a entrega de 100 milhões de doses até o terceiro trimestre do ano. Em maio, está prevista a chegada de mais 2,5 milhões de doses. Para junho, são 12 milhões, e os cerca de 84,5 milhões restantes devem chegar a partir de julho.

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