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De olho em cepa indiana, SP estuda circulação de variantes de coronavírus

Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, medida ainda é preventiva - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, medida ainda é preventiva Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

18/05/2021 09h04

A Prefeitura de São Paulo iniciou um novo estudo sorológico para identificar a circulação de variantes de coronavírus na capital. Medidas foram agilizadas após a identificação da cepa indiana em um navio atracado no Maranhão.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a medida ainda é preventiva, sem casos suspeitos na cidade. O estudo é feito junto ao Instituto Butantan e a USP (Universidade de São Paulo).

"Para que a gente possa se preparar e detectar, eventualmente, as variantes que estão circulando aqui na cidade", afirmou Aparecido em um evento de vacinação nesta manhã.

O estudo detecta o sequenciamento genético do genoma de todas elas, mas, sobretudo, a preocupação é identificarmos a indiana.
Edson Aparecido

Não há um número limite para a coleta. Segundo Aparecido, testes positivos de PRC são recolhidos em todas as regiões da cidade há cerca de três semanas e enviadas ao Butantan para análise.

Os resultados deverão ser divulgados em 20 dias.

"Vocês têm notícia do navio que atracou no Maranhão com três casos [da variante indiana] constatados pela Vigilância Sanitária do Maranhão e também já confirmados na Argentina, que é muito próxima. Então São Paulo já está se preparando caso essa variante venha a circular na cidade", declarou o secretário.

Segundo ele, no entanto, ainda não há casos suspeitos.

No último estudo, divulgado em março, a prefeitura identificou que 65% dos casos na cidade eram da P1, identificada inicialmente em Manaus.

"Também, a partir dessa semana, junto ao Instituto de Medicina Tropical da USP, a gente faz o mesmo estudo", afirmou Aparecido.

O secretário participou do início da vacinação de cobradores e motoristas de ônibus na capital junto ao novo de prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e uma série de autoridades, como o vereador Milton Leite (DEM-SP), presidente da Câmara Municipal, e o secretário estadual de Transportes, Alexandre Baldy.

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