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Casos de variante indiana fazem CE pedir maior controle em aeroporto

O governador do Ceará, Camilo Santana, pediu apoio da Anac e Anvisa para intensificar controle sanitário no aeroporto de Fortaleza - Divulgação/Facebook Camilo Santana
O governador do Ceará, Camilo Santana, pediu apoio da Anac e Anvisa para intensificar controle sanitário no aeroporto de Fortaleza Imagem: Divulgação/Facebook Camilo Santana

Colaboração para o UOL*

24/05/2021 19h08

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), quer intensificar o controle sanitário no aeroporto Internacional de Fortaleza para conter circulação da cepa indiana do novo coronavírus no estado. Hoje ele enviou ofícios ao presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedindo apoio para execução destas medidas.

Em postagens nas redes sociais, Camilo Santana disse, também, que pediu reforço no controle nos aeroportos que têm conexão com o Ceará, seja de origem ou destino. O governador afirmou que o Estado "oferecerá toda estrutura de apoio necessária, durante o tempo que for preciso", para que o controle sanitário "seja realizado da forma mais eficiente possível".

"Não temos medido esforços para evitar a propagação do vírus em nosso estado", escreveu.

Desde sexta-feira (21), o Ceará monitora um casos suspeito da variante B.1.617 do coronavírus, que surgiu na Índia. O paciente, que está em Fortaleza, voltou de uma viagem à Índia no dia 9 de maio.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará, o paciente de 35 anos fez dois exames - nos dias 10 e 11 de maio - e ambos deram positivo. Uma semana depois, ao repetir o teste, o resultado foi negativo. O colega dele de empresa, que o acompanhou durante a viagem, também foi testado em duas oportunidades, e os resultados foram negativos. Ainda segundo a pasta, todos os viajantes que chegam de países com circulação de variantes devem cumprir uma quarentena de 14 dias.

No Maranhão, a cepa foi identificada em tripulantes do navio Shandong da Zhi, que veio da África do Sul e foi fretado pela Vale para entregar minério de ferro em São Luís. O navio está ancorado na costa da capital, mas todos os tripulantes estão isolados e acompanhados por profissionais de saúde, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As pessoas que tiveram contato com os infectados também foram testadas e estão sendo acompanhadas.

A variante originada na Índia preocupa porque é a que tem se dispersado com mais eficácia. Segundo um relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) ela já está presente em 44 países além do Brasil. Na semana passada, a líder técnica da resposta à pandemia de covid-19 da organização, Maria Van Kerkhove, afirmou que dados preliminares mostram que a cepa indiana tem maior capacidade de transmissão.

Em São Paulo, a implementação de barreiras sanitárias em aeroportos começa amanhã. Com isso, passageiros vindos desses locais terão que apresentar um teste PCR negativo de covid-19 nos aeroportos e rodoviárias e serão monitorados pelas autoridades.

Diferente do governo de São Paulo, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se mostrou contrário ao uso deste tipo de barreira. Para ele, só faria sentido "se a variante tivesse transmissão comunitária local, o que não é o caso". Ao UOL News, Dino afirmou que o governo federal deveria ter adotado providências, o que "infelizmente" não fez, já que "o Presidente da República não acredita no coronavírus até hoje".

*Com informações de Estadão Conteúdo

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