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Butantan prepara novo pedido à Anvisa para uso da CoronaVac em crianças

5.nov.21 - Criança é vacinada em Los Angeles (EUA) - Frederic J. Brown/AFP
5.nov.21 - Criança é vacinada em Los Angeles (EUA) Imagem: Frederic J. Brown/AFP

Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo

26/11/2021 04h00

O Instituto Butantan planeja fazer um novo pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de autorização para vacinar crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos com a vacina CoronaVac. A previsão é que esta segunda demanda seja encaminhada na semana que vem, ainda sem dia definido.

A Anvisa negou o primeiro pedido do laboratório paulista, feito em julho, e requisitou mais documentos que comprovassem a eficácia e segurança da vacina, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, nas crianças e adolescentes.

Desde então, em resposta ao órgão, o Butantan compartilhou novos dados de eficácia da vacina com a Anvisa, mas uma nova solicitação formal teria sido requisitada pela agência responsável pela liberação dos imunizantes no país.

Desta vez, o laboratório vai incluir novos resultados da vacinação com a CoronaVac em crianças no Chile — que ontem autorizou o uso da Coronavac em crianças a partir de 3 anos de idade — e na China. Uma reunião entre chefes do Butantan e da Anvisa, que chegou a ser cancelada na última semana, deve ser remarcada nos próximos dias.

Liberação da Pfizer pode sair até o dia 12

Por enquanto, segundo a Anvisa, apenas o laboratório Pfizer requisitou análise de dados para liberação da vacina em crianças no Brasil.

"Esse pedido [da farmacêutica americana] entrou na Anvisa no dia 12 de novembro e tem prazo de até 30 dias para ser finalizado pela Anvisa. A solicitação do laboratório é para a faixa de 5-11 anos de idade. Não há pedidos de outros laboratórios até o momento", disse a agência.

A Anvisa afirmou ainda que o prazo de 30 dias pode ser alterado caso novos dados sobre a vacina sejam requisitados aos laboratórios.

Neste mês, em novo episódio de atrito entre o governo paulista e a Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde pressionou a agência a analisar com "máxima urgência" a liberação de vacinas em menores de idade.

A vacinação em crianças rendeu até ameaças de morte anônimas, por duas vezes, direcionadas aos funcionários da Anvisa caso eles liberassem a imunização da faixa etária.

Vacinação infantil pelo mundo

Outros países já liberaram a vacinação contra a covid-19 em crianças, apesar de usarem imunizantes diferentes. A Indonésia, que também usa a vacina CoronaVac, só aplica a vacina em jovens a partir dos 12 anos.

Ontem, a Agência Europeia de Medicamentos aprovou a vacina da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos. A entrada em países da União Europeia para quem tomou CoronaVac, inclusive, deve ser mais viável nos próximos dias.

Israel iniciou recentemente a vacinação em crianças com a vacina da Pfizer, seguindo decisão semelhante à agência regulatória norte-americana, que aprovou o uso da vacina a partir dos 5 anos no mês passado. Os Emirados Árabes também chancelaram a vacinação contra covid dos pequenos.

Dos vizinhos brasileiros, além do Chile, a Argentina, Venezuela, Colômbia, Equador e Uruguai também deram aval para vacinar crianças.

Cuba aplica em crianças a partir de 2 anos a vacina "Soberana 2", um dos imunizantes desenvolvidos por laboratórios do país.

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