PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Conteúdo publicado há
1 mês

Rio investiga 1º caso suspeito de variante ômicron na cidade

Brasil já tem três casos confirmados da variante ômicron  - iStock
Brasil já tem três casos confirmados da variante ômicron Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 12h31Atualizada em 01/12/2021 14h25

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse hoje que capital fluminense investiga o primeiro caso suspeito de infecção pela variante ômicron do novo coronavírus na cidade.

Em evento na manhã de hoje, Soranz informou que foi colhida uma amostra da paciente na noite de ontem. A análise será feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com expectativa de resultado até quinta-feira.

Segundo o secretário, se trata de uma paciente de 29 anos que chegou ao Brasil proveniente de Johannesburgo (África do Sul) no dia 21 de novembro, quando foi feito um teste de covid-19, com resultado negativo.

No dia 29 de novembro, ela refez o teste para rotina de trabalho e o resultado foi positivo. Ela não apresenta sintomas de covid-19.

Os contactantes da paciente também estão sendo monitorados, assim como seu companheiro de viagem, sem outros casos positivos até o momento.

Até o momento, o Brasil tem três casos confirmados de infecção pela variante ômicron, todos em São Paulo.

Hoje, a secretaria da Saúde de São Paulo confirmou caso é de um homem de 29 anos que, vindo da Etiópia, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP) no último sábado (27).

Ontem, São Paulo confirmou que um casal vindo da África do Sul, que desembarcou em Guarulhos na semana passada, também teve análise positiva para a nova variante.

O que se sabe sobre a ômicron

Até agora, pessoas infectadas pela variante ômicron da covid-19, detectada inicialmente pela África do Sul na semana passada, mas que já estava em circulação pelos Países Baixos anteriormente, apresentaram apenas sintomas leves da doença.

"O sintoma mais comum é fadiga intensa por um ou dois dias, seguido de dores no corpo", disse a clínica-geral Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

No último domingo (28), a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que a variante pode aumentar a chance de reinfecção pela covid-19, mas tranquilizou ao afirmar tratamentos contra versões anteriores do vírus também têm funcionado contra a ômicron.

Ouvido por VivaBem, o infectologista Alexandre Naime disse que, embora a ômicron tenha se mostrado mais transmissível que outras variantes, ela ainda não se mostrou capaz de provocar um aumento no número de internações e mortes pela doença.

Por enquanto, laboratórios estão conduzindo estudos para saber se as atuais vacinas disponíveis contra a covid-19 são capazes de lidar contra a ômicron.

A variante apresenta alterações que podem fazer com ela consiga "driblar" o sistema imunológico de pessoas já vacinadas contra o novo coronavírus.

A hipótese, porém, ainda está em estudo. "Então, não podemos dizer que as vacinas não funcionam (contra a variante ômicron) — é improvável, inclusive", disse ontem Lúcia Helena, colunista de VivaBem, ao UOL News, programa do Canal UOL.

De todo modo, a vacinação em massa continua sendo a medida mais eficaz contra a covid-19, protegendo, especialmente, contra a evolução da doença para quadros graves, como internação e morte pelo vírus.

Na última sexta-feira (26), um dia depois da identificação da ômicron, a OMS pediu para que, individualmente, as pessoas ajudem no combate à variante tomando medidas já conhecidas contra a covid-19, como:

  • Uso de máscara bem ajustada ao rosto;
  • Higiene constante das mãos;
  • Distanciamento físico;
  • Melhora da ventilação em ambientes que não sejam ao ar livre, como salas;
  • Preferência por evitar espaços lotados;
  • Se vacinando contra a covid-19.

Saúde