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Coronavírus

SP: Médicos já ameaçaram greve oito vezes durante pandemia, diz secretário

Do UOL, em São Paulo

14/01/2022 13h36Atualizada em 14/01/2022 14h00

O secretário de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse que a prefeitura foi surpreendida com o fato de médicos da rede municipal terem decidido entrar em greve, mas pontuou que o atendimento no sistema não será prejudicado.

"Ao longo da pandemia, foram ao menos umas oito vezes em que eles (profissionais de saúde) ameaçaram entrar em greve", disse Edson Aparecido ao UOL News, programa do Canal UOL.

"Felizmente", pontuou Aparecido, "a responsabilidade a a seriedade dos profissionais de saúde" permitiu que boa parte da classe não aderisse ao movimento do sindicato em meio à pandemia de covid-19, garantindo que não faltasse atendimento à população.

"Mesmo que o sindicato não abra uma negociação [com a prefeitura] para não entrar nesse movimento [grevista], que não deve levar a nada, nós conseguiremos manter o atendimento da população", afirmou.

Edson Aparecido disse que, como em dezembro a prefeitura contratou quase 300 profissionais de saúde e, recentemente, autorizou organizações sociais a contratarem mais 700, é possível garantir o atendimento na rede municipal de saúde, mesmo com greve.

"Quando houve movimentos dessa natureza, sempre conseguimos fazer um remanejamento de profissionais e nunca faltaram médicos para atendimento", disse.

A greve dos profissionais de atenção primária, deflagrada pelo Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), foi anunciada na madrugada de hoje, após assembleia. A paralisação foi programada para se iniciar na próxima quarta-feira (19),

A categoria demanda que a prefeitura contrate mais profissionais para atender pacientes com síndromes gripais e apresenta um "plano de reposição dos profissionais afastados, com prazo até 17 de janeiro", segundo o sindicato.

"Deste modo", desde que as demandas sejam atendidas, segundo o sindicato, a categoria poderá "reavaliar a manutenção da paralisação no dia 19".

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