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SP: Tirar máscara não é 'liberar geral', pandemia continua, diz Gabbardo

28.abr.2021 - João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, durante entrevista coletiva na sede do Instituto Butantan - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
28.abr.2021 - João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, durante entrevista coletiva na sede do Instituto Butantan Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

18/03/2022 08h52Atualizada em 18/03/2022 11h04

A liberação do uso de máscaras contra covid-19 em qualquer ambiente no estado de São Paulo não é "liberar geral", afirmou hoje o coordenador do Comitê Científico de São Paulo, João Gabbardo. O uso da proteção individual se tornou opcional em escritórios, comércios, salas de aula, academias, entre outros.

Em entrevista à CNN, Gabbardo ressaltou que o uso segue obrigatório em unidades de saúde, hospitais e transporte público como ônibus, trens e metrô. "Pessoas com doenças crônicas podem e devem continuar usando as máscaras, quem apresentar sintoma de gripe também".

Não dá para dizer que a retirada da obrigatoriedade é um 'liberou geral', não é isso. Temos que usar o bom senso e continuar tendo segurança no enfrentamento da pandemia, que ainda não terminou.
Coordenador do Comitê Científico de São Paulo, João Gabbardo

Segundo Gabbardo, a recomendação para o uso de máscara pode voltar se os indicadores da pandemia piorarem. "A máscara representa o período que a gente viveu de forma anormal. A retirada tem esse significado. Se futuramente ocorrer uma nova variante que coloque em risco os indicadores, podemos fazer uma recomendação diferente. Mas não acreditamos que isso possa acontecer".

O Comitê Científico de São Paulo acompanha os indicadores de transmissão da doença, de internação e morte por covid, além do percentual de ocupação de leitos de UTI. Recentemente, a taxa de vacinação da população também começou a ser monitorada.

No estado de São Paulo, 90% da população elegível, acima de cinco anos, já está vacinada.