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Estupro de menina de 7 anos em escola provoca protestos na Índia

Bengalesa segura cartaz onde se lê: "Pare a violência contra as mulheres", em Dacca - Pavel Rahman/AP
Bengalesa segura cartaz onde se lê: "Pare a violência contra as mulheres", em Dacca Imagem: Pavel Rahman/AP

15/01/2013 10h19

Milhares de pessoas protestaram no Estado indiano de Goa nesta terça-feira (15), depois que uma menina de sete anos foi estuprada no banheiro de uma escola, provocando indignação na Índia quase um mês após um caso estupro coletivo revoltar o país.

A multidão começou a se reunir em frente à Deepvihar High School, na cidade de Vasco da Gama, na noite de segunda (14), depois da divulgação da notícia do ataque, o que levou a polícia a prender a diretora do estabelecimento sob a acusação de negligência, bem como apelar para a calma à população.

Uma grande caçada humana foi lançada para encontrar o criminoso, que teria cerca de 20 anos e conseguiu entrar na escola, apesar da presença de seguranças no portão.

Um policial, que falou sob condição de anonimato, disse à AFP que a menina foi estuprada depois de ter sido arrastada para dentro do banheiro, situado ao lado do escritório da diretora, durante o recreio.

A polícia foi alertada depois que a menina reclamou de dores e passou por um exame médico. A menina foi levada para o hospital e já foi liberada, informou um funcionário de uma rede de caridade que a acompanhava. "Agora ela está bem e se recupera em casa", disse.

A identidade da vítima foi protegida, de acordo com a lei indiana.

Protestos

Milhares de pessoas cercaram a escola ontem, gritando para exigir a prisão da diretora e do agressor. Os protestos então se espalharam para outras partes da cidade hoje, com lojas e empresas fechando suas portas. A polícia deve realizar uma coletiva de imprensa sobre o incidente no final da tarde.

O ministro-chefe de Goa, Manohar Parrikar, visitou o local para tentar acalmar a situação. "Não vamos poupar o acusado e todos os envolvidos neste crime", disse à multidão sobre o incidente, que levou à detenção da diretora. Ela posteriormente foi presa por suposta negligência do dever, disse o policial.

O caso foi transferido da polícia local para o setor de crimes do Estado, que recebeu a ajuda de um professor para desenhar um retrato-falado do acusado, visto vadiando na escola.

Estupro coletivo em ônibus

O ataque é registrado depois do estupro coletivo de uma estudante em um ônibus de Nova Délhi no mês passado,incidente que provocou protestos em todo o país e reavivou o debate sobre a incidência alarmante de agressões sexuais na Índia.

Cinco homens e um adolescente foram acusados do estupro e do assassinato da mulher de 23 anos, que morreu 13 dias depois em um hospital de Cingapura devido aos ferimentos sofridos no ataque.

A polícia informou que os suspeitos atraíram a mulher e seu namorado para um ônibus particular na capital no momento em que o casal voltava do cinema.

O grupo espancou o homem e estuprou a jovem na parte de trás do ônibus enquanto rodava pela cidade por cerca de 45 minutos.

Eles também a agrediram sexualmente com uma barra de ferro, deixando-a com graves lesões intestinais, antes de lançá-la para fora do veículo.

Manifestantes de todo o país pediram leis mais duras para punir estupradores, incluindo a introdução da pena de morte nos casos mais extremos.

Também em Goa na segunda, um policial foi preso depois de ter sido acusado de abusar sexualmente de profissionais do sexo, que afirmaram que ele e outros dois policiais - agora suspensos - as exploraram em troca da proteção de seu negócio.