Trump e Hillary cortejam Flórida, que pode decidir eleição dos EUA

Washington, 26 Out 2016 (AFP) - Donald Trump e Hillary Clinton se jogaram nesta terça-feira (25) no diverso estado da Flórida, crucial na corrida pela Casa Branca e a duas semanas da eleição presidencial americana, em 8 de novembro.

A candidata democrata, que faz 69 anos nesta quarta (26), mantém a liderança nas pesquisas em nível nacional, com uma vantagem média de 5,1 pontos, de acordo com o site RealClearPolitics.

O magnata republicano, de 70, promete surpreender e aposta em uma reviravolta nas urnas.

Poucos estados são tão imprevisíveis quanto a Flórida, o quarto mais populoso do país, com 20,2 milhões de habitantes, que oscilam entre um e outro partido com pouca margem entre os candidatos.

"Acho que é provavelmente certo", declarou, em entrevista por telefone à rede Fox News, nesta terça.

"Acho que tem de ganhar na Flórida e acho que estamos ganhando. Acho que estamos ganhando muito", insistiu Trump.

Dono do complexo hoteleiro Mar-a-Lago, em Palm Beach, o magnata nova-iorquino gosta de apresentar a Flórida como seu segundo lar.

"Adoro a Flórida", repetiu na segunda-feira (24).

Essa declaração de amor não parece conter, porém, a tempestade que está se formando sobre sua campanha nesse estado. Na mais recente média de pesquisas feita pelo RealClearPolitics, Hillary aparece com uma vantagem de 3,8 pontos.

Diante desse cenário, Donald Trump lança uma ofensiva esta semana no "Sunshine State" com três dias de presença intensa.

Depois dos atos de campanha em Naples, St. Augustine e Tampa, no domingo e na segunda-feira (24), participa de mais dois eventos nesta terça, em Sanford, perto de Orlando, e depois na capital, Tallahassee.

Hillary na UnivisiónJá Hillary cortejou os eleitores de Coconut Creek, seguindo para um evento de arrecadação de fundos em Miami. Na quarta (26), terá comícios em Tampa e West Palm Beach. Na sexta (28), a ex-secretária de Estado sai de cena, e Obama sobe ao palco em Orlando.

Com as seções abertas há dias neste e em alguns outros estados, a democrata pediu aos eleitores para levá-la à Casa Branca, votando "agora mesmo".

"Por favor, me acompanhem. Isso é maior do que eu. É maior do que qualquer um de nós, é maior do que Donald Trump", disse ela a seguidores em uma universidade em Coconut Creek, perto de Fort Lauderdale.

A campanha democrata também deixou claro, o quão importante a Flórida é no quebra-cabeça eleitoral.

"Não planejamos perder a Flórida. É o prêmio principal", disse à imprensa a chefe de campanha de Hillary, Jennifer Palmieri.

O ex-secretário de Estado Colin Powell, primeiro negro à frente da diplomacia americana (no governo de George W. Bush), também anunciou seu apoio à democrata, tornando-se a última figura do establishment republicano a abandonar Trump.

Consciente do peso dos latinos (14,9% dos eleitores nesse estado), Hillary compareceu hoje ao programa de variedades "El Gordo y la Flaca", da Univisión, a principal emissora em espanhol dos Estados Unidos.

Enquanto isso, seu adversário se reuniu com a comunidade cubano-americana, denunciando a aproximação entre Washington e Havana. É um "acordo ruim", criticou.

Contra ObamacareTrump partiu para o ataque nesta terça, criticando o aumento dos prêmios na reforma de Saúde do presidente, apelidada de "Obamacare".

"Está explodindo", disse Trump em um ato com funcionários de seu campo de golfe em Doral, prometendo "revogar e substituir" o Obamacare, se for eleito.

Em um comício mais tarde, em Sanford, perto de Orlando, prometeu um "grande sistema de atenção de saúde com uma pequena fração do custo" atual.

"E será muito fácil", garantiu.

Ele repetiu sua linha de ataque em tuítes e em entrevista à Fox News, tentando fugir da pergunta sobre sua ameaça de denunciar as mulheres que acusaram-no de conduta sexual inadequada.

"Queria encerrar esse assunto. Todo mundo fala disso. O fato é que esse foi um discurso sobre o Obamacare", afirmou.

Trump caiu nas pesquisas, especialmente entre as mulheres, depois da divulgação de um vídeo de 2005, no qual ele se gaba de conseguir "pegar" mulheres por se famoso.

Desde então, várias mulheres vieram a público denunciar o republicano por tê-las beijado, ou tocado, à força.

Confiança sobeNo caso de Hillary, os números continuam favoráveis.

Quase sete em cada dez americanos acreditam que a democrata vencerá a Presidência, voltando para a Casa Branca 16 anos depois de ser primeira-dama, aponta enquete da CNN/ORC.

Esta pesquisa, feita por telefone com cerca de mil entrevistados antes e ao longo do último fim de semana, também mostrou-se que 66% acreditam que os votos serão contados corretamente nas eleições, oito pontos a mais do que o registrado em 2008.

A fé no sistema eleitoral está no centro da campanha desde as últimas semanas, após insistentes denúncias de Trump de que haverá fraude e de que a imprensa conspira a favor de Hillary.

Hoje, ele repetiu seus ataques, garantindo que ganhará em outros estados-chave, entre eles Ohio e Carolina do Norte.

"Vai ficar muito apertado. O maior problema que tenho é a imprensa. A imprensa é extremamente desonesta", disse à Fox News.

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