Novos confrontos mortais na República Centro-Africana

Bangui, República Centro-Africana, 29 Out 2016 (AFP) - Ao menos 25 pessoas, incluindo seis policiais, foram mortas na quinta e sexta-feira durante confrontos entre grupos armados no centro da República Centro-Africana, onde a violência tem aumentado nas últimas semanas, antes do fim, na segunda-feira, da operação militar francesa no país.

"De acordo com informações recebidas, seis policiais e quatro civis foram mortos na sexta-feira em uma emboscada entre Bambari e Grimari. No dia anterior, confrontos entre elementos anti-Balaka e ex-Seleka causaram 15 mortes e um certo número de feridos em Mbriki e Belima, perto Bambari" (250 km a nordeste de Bangui), informou a força da ONU (Minusca) em um comunicado.

A Minusca, que possui mais de 10.000 soldados e policiais, "também condena um ataque armado na sexta-feira à tarde por anti-Balaka contra oito dos seus funcionários em Bambari. Uma criança de sete anos foi ferida e está sendo tratada pelas forças de paz da Mauritânia".

Observando a "recente escalada de tensão em certas regiões do país, causada por confrontos entre elementos armados ex-Seleka e anti-Balaka" a força da ONU "exorta os grupos armados a acabar com o ciclo de ataques e retaliação".

A República Centro-Africana luta para se recuperar do caos da guerra civil provocada em 2013 pela derrubada do ex-presidente François Bozizé por rebeldes Seleka ("coalizão" em sango), predominantemente muçulmana, que resultou em uma contra-ofensiva das milícias anti-balaka, predominantemente cristã.

A intervenção da força francesa Sangaris e a implantação da Minusca terminou com os massacres, mas não conseguiu estabilizar a situação de segurança no país, entre os mais pobres do mundo.

Ataques de grupos armados - facções da ex-Seleka, grupos anti-Balaka, elementos "descontrolados", ... - em várias cidades do interior fizeram, assim, dezenas de mortes nas últimas semanas.

O governo - que ainda não é capaz de fazer frente aos grupos armados - apoia a Minusca, bem como a França, antiga potência colonial que lançou Sangaris em dezembro de 2013 citando um risco de "genocídio".

Neste ponto, o governo francês considera que Sangaris completou a sua missão e que cabe à ONU prosseguir com ações de estabilização.

De acordo com Paris, cerca de 350 soldados franceses, equipados com drones, vão permanecer na República Centro-Africana, incluindo uma centena dentro da força da ONU.

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