OEA: Almagro pede 'libertação imediata' da argentina Milagro Sala

Washington, 29 Nov 2016 (AFP) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, declarou - em carta enviada à ativista argentina detida Milagro Sala - que está convencido da necessidade de sua "libertação imediata", segundo o texto do documento divulgado nesta terça-feira.

Ativista social de origem indígena, Milagro se encontra sob detenção há mais de dez meses, em uma detenção que a ONU e entidades defensoras dos direitos humanos consideram arbitrária.

"O mais firme apego ao pleno respeito dos direitos civis e públicos, à liberdade de expressão assim como às garantias do devido processo (...) me convencem da necessidade de sua libertação imediata", escreveu Almagro.

Na carta datada de segunda-feira (28), o chefe da OEA manifestou sua confiança em que a Argentina, "no cumprimento dos acordos interamericanos e universais, saberá dar pronto acolhimento às solicitações recebidas da comunidade internacional".

Almagro também expressou a "preocupação da secretaria-geral da OEA, em seu caso particular, ao considerar que a restrição à liberdade de expressão opera pela via de uma detenção preventiva".

Sala, de 52 anos, está presa desde 16 de janeiro, após promover um protesto social em uma praça na província de Jujuy (norte), governada por Gerardo Morales, um aliado do presidente Mauricio Macri.

A ativista lidera o movimento social Tupac Amaru, que reúne dezenas de cooperativistas e, por meio de créditos do Estado construiu centenas de casas, escolas, restaurantes e centros de Saúde em bairros pobres.

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