Ataque com faca em supermercado deixa um morto e 6 feridos na Alemanha

Hamburgo, 28 Jul 2017 (AFP) - Uma pessoa foi morta e outras seis ficaram feridas, algumas com gravidade, nesta sexta-feira (28) em um ataque com faca em um supermercado de Hamburgo.

Horas depois, a polícia local informou que o suposto autor do ataque é um homem de 26 anos que nasceu nos Emirados Árabes Unidos, e que está tentando verificar sua identidade.

A vítima fatal é um cidadão alemão de 50 anos esfaqueado dentro do supermercado.

Segundo a polícia, cinco pessoas foram feridas no ataque, uma mulher de 50 anos e quatro homens com entre 19 e 57 anos. Além disso, um homem de 35 anos se feriu quando tentava dominar o agressor.

Um porta-voz declarou que "não pode confirmar", por enquanto, que o agressor seja islâmico. "Investigamos em todas as direções".

O jornal Tagesspiegel, que cita fontes próximas aos serviços de segurança, afirma que o agressor, nascido em 1991, era conhecido pela polícia como um ativista islâmico e chegou ao país como refugiado.

"Ainda não dispomos de informações confiáveis sobre as razões do ataque", disse uma autoridade policial. "O agressor entrou no supermercado e começou a atacar clientes".

Segundo várias testemunhas, o agressor gritou "Alá é grande!" várias vezes durante o ataque.

O prefeito de Hamburgo, Olaf Scholz, disse que o ataque "terrível" foi motivado pelo "ódio", embora não tenha declarado que se tratou de um ataque terrorista.

"Me deixa especialmente irritado o fato de o agressor possivelmente ser uma pessoa que solicitou proteção na Alemanha e depois voltou seu ódio contra nós".

- Dez mil radicalizados -Em seu site, o jornal alemão Bild publicou uma foto do agressor com uma sacola branca cheia de sangue sobre a cabeça.

O suspeito fugiu após o ataque, mas foi perseguido por testemunhas que alertaram a polícia.

"Trata-se de um agressor solitário. As primeiras informações evocavam uma tentativa de assalto como possível razão, mas isso não foi confirmado", revelou a polícia de Hamburgo em sua conta no Twitter.

A polícia isolou a área, no noroeste da cidade, a segunda maior da Alemanha e que recebeu, em julho, os líderes do G20 para uma cúpula.

Segundo o Bild, a polícia antiterrorista também foi enviada para o local do crime.

A Alemanha está sob alerta de ameaça terrorista, principalmente desde que, em dezembro, um homem matou 12 pessoas atropeladas com um caminhão em uma feira natalina em Berlim.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, lançado pelo tunisiano Anis Amri, de 24 anos, que teve seu pedido de asilo negado no país. Este foi o pior atentado terrorista em território alemão, mas não o primeiro.

Em 2016, o EI reivindicou um ataque com bomba na cidade de Ansbach (sul) que feriu 15 pessoas. Seu autor, um sírio, foi o único a morrer. Neste mesmo ano, um afegão armado com um machado causou pânico em um trem na Baviera. Feriu cinco pessoas até ser morto pela polícia.

Nos dois casos, os agressores eram requerentes de asilo. Os investigadores suspeitam que a radicalização aconteceu na Alemanha e que eles não foram enviados de um país estrangeiro para cometer atentados - caso dos extremistas islâmicos que atacaram Paris em novembro de 2015.

Os serviços de Inteligência da Alemanha estimam em 10.000 o número de pessoas radicalizadas no país, incluindo cerca de 1.600 consideradas potencialmente violentas.

A Alemanha está na mira dos grupos extremistas, principalmente por seu envolvimento na coalizão que combate o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, assim como no Afeganistão desde 2001.

As tropas alemãs não participam das operações de combate, apenas de missões de reconhecimento, formação e fornecimento de material.

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