Coreia do Norte dispara novo míssil balístico

Washington, 28 Jul 2017 (AFP) - O Pentágno afirmou que a Coreia do Norte lançou nesta sexta-feira um míssil balístico intercontinental de um alcance de mil quilômetros, semanas depois de Pyongyang ter testado seu primeiro míssil balístico intercontinental, mais um passo na crise internacional com o regime comunista.

"Consideramos que esse míssil era um balístico intercontinental, como esperávamos", afirmou o porta-voz do Pentágono, o capitão Jeff Davis.

"O míssil foi lançado de Mupyong-ni e percorreu cerca de 1.000 quilômetros antes de cair no Mar do Japão. Estamos trabalhando com agências parceiras para ter uma avaliação mais detalhada".

Este lançamento foi realizado um mês após o primeiro teste bem sucedido por Pyongyang de um míssil balístico intercontinental (ICBM), que seria capaz de atingir o noroeste dos Estados Unidos, especialmente o Alasca.

Este sucesso tecnológico, alcançado em 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, aproximou o regime comunista de seu objetivo de ser capaz de ameaçar o território continental americano.

Nada faz supor que o míssil lançado nesta sexta-feira seja de capacidade intercontinental, mas as autoridades americanas haviam notado nos últimos dias os preparativos para um novo lançamento do míssil balístico.

Um funcionário do Pentágono cheou a prever que o disparo seria efetuado em 27 de julho, data do armistício na guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

O Japão, um dos países mais expostos à ameaça norte-coreana, o primeiro-ministro Shinzo Abe confirmou "ter recebido informações preliminares sobre um novo lançamento do míssil balístico norte-coreano".

"É possível que tenha caído em nossa ZEE (zona econômica exclusiva)", acrescentou Abe, anunciando uma reunião do seu Conselho de Segurança Nacional.

Pouco depois, seu porta-voz indicou que o "míssil balístico lançado a partir da Coreia do Norte voou durante 45 minutos e caiu na nossa ZEE, no Mar do Japão". Segundo ele, não foram registrados "danos a barcos ou aviões" na área.

Mais cedo, o Japão anunciou sua decisão de impor novas sanções à Coreia do Norte que afetam também as empresas chinesas, para tentar dissuadir o regime de Kim Jong-Un de continuar a desenvolver seu programa de armamento nuclear.

O ministro japonês de Relações Exteriores, Fumio Kishida, explicou que as sanções (congelamento de ativos, sobretudo) são voltadas para cinco empresas, duas delas chinesas, e nove indivíduos por sua relação com a Coreia do Norte.

As Forças Armadas da Coreia do Sul também confirmaram o que "parece ter sido um míssil balístico disparado pela Coreia do Norte na sexta-feira à noite", segundo a agência de notícias Yonhap.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-In, também convocou uma reunião de emergência de sua equipe de segurança nacional, de acordo com a agência de notícias.

Até à data, a estratégia dos Estados Unidos - seja da administração de Donald Trump ou a de Barack Obama - não deu frutos: apesar dos sucessivos reforços das sanções internacionais e da pressão sobre a China, principal aliada da Coreia do Norte, o regime do líder Kim Jong-Un prossegue com seus programas militares balísticos e nucleares.

Nas Nações Unidas, a embaixadora americana Nikki Haley informou esta semana progressos com Pequim para impor novas sanções "bastante duras" contra Pyongyang.

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