Kim Jong Un parte para Cúpula Intercoreana

Seul, 26 Abr 2018 (AFP) -









O líder norte-coreano, Kim Jong Un, partiu de Pyongyang na manhã desta sexta-feira para se encontrar com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Zona Desmilitarizada que divide a península da Coreia para uma cúpula histórica, informou a agência estatal KCNA.

"Kim Jong Un discutirá honestamente com Moon Jae-in todas as questões que surjam para melhorar as relações intercoreanas e se obter a paz, a prosperidade e a reunificação da península da Coreia".

O líder norte-coreano se reunirá com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que também já partiu em direção à linha de demarcação militar que divide a península.

Esta será a terceira reunião intercoreana, após os encontros celebrados em Pyongyang em 2000 e 2007, e marca um ponto de inflexão após a aproximação diplomática que se seguiu a um período de alta tensão na península.

Quando Kim cruzar a linha de fronteira será o primeiro líder norte-coreano a entrar no sul desde a Guerra da Coreia, há 65 anos.

Kim será recebido por uma guarda de honra e percorrerá a pé com Moon o percurso até a Casa da Paz de Panmunjom, onde foi assinado o armistício de 1953.

O tema do arsenal nuclear de Pyongyang estará no centro da agenda, após o país obter um rápido progresso em sua tecnologia atômica sob o mandato de Kim, que herdou o poder de seu pai em 2011.

Os norte-coreanos também desenvolveram mísseis balísticos capazes de atingir o território americano, o que acrescentou tensão entre Washington e Pyongyang.

Mas os Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang, no Sul, marcaram o início de uma distensão palpável na península coreana.

No sábado, Kim anunciou uma moratória nos testes nucleares e nos lançamentos de mísseis balísticos de longo alcance, afirmando que já cumpriram com seus objetivos.

- Paz e fim das armas nucleares -Na quinta-feira, o chefe da presidência sul-coreana, Im Jong-seok, advertiu que o panorama que espera os dois líderes não é fácil.

"Alcançar um acordo de 'desnuclearização' em um momento em que os programas nucleares e de mísseis intercontinentais (ICBM) da Coreia do Norte estão avançados será fundamentalmente diferente da natureza dos acordos alcançados na década de 1990 e princípio de 2000.

"Isto é o que faz esta cúpula mais difícil", explicou o funcionário.

Pyongyang pede garantias - ainda não especificadas - em troca da eliminação de seu arsenal.

No passado, o apoio da Coreia do Norte a uma eliminação das armas nucleares da Península foi uma expressão para se referir à saída das tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul e seu guarda-chuva nuclear.

"Agora os grandes temas são a paz e a 'desnuclearização'", explicou à AFP o professor John Delury, da Universidade de John Delury.

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