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Boeing é processada nos EUA por acidente com 189 mortos na Indonésia

Resgate inspeciona partes do Lion Air Flight 610 recuperadas das águas da ilha de Java, onde o avião da Boeing caiu no porto de Tanjung Priok, em Jacarta, Indonésia - Tatan Syuflana/AP
Resgate inspeciona partes do Lion Air Flight 610 recuperadas das águas da ilha de Java, onde o avião da Boeing caiu no porto de Tanjung Priok, em Jacarta, Indonésia Imagem: Tatan Syuflana/AP

26/12/2018 17h48

A fabricante Boeing foi acusada em um processo em Chicago por um acidente da empresa Lion Air em outubro passado, na Indonésia, que deixou 189 mortos, alegando que a aeronave era "ilogicamente perigosa", anunciou um grupo de advogados nesta quarta-feira (26).

O processo, apresentado nesta segunda-feira, alega que o sistema de segurança do avião, com dois meses de idade, não estava conectado corretamente e que a fabricante não instruiu os pilotos de forma adequada sobre como proceder em casos como esse.

O voo 610 da companhia aérea indonésia "low cost" Lion Air desapareceu do radar 13 minutos após decolar de Jacarta em 29 de outubro, caindo no mar da costa norte da ilha de Java (Indonésia) e causando a morte das 189 pessoas a bordo.

Cerca de 30 familiares das vítimas do acidente apresentaram processos contra a Boeing, alegando que as falhas do novo modelo 737 MAX causaram as mortes.

O processo foi apresentado em nome da família do passageiro Sudibyo Onggo Wardoyo, de 40 anos, oriundo de Jacarta.

"A Boeing não apenas instalou sensores que deram dados inexatos, mas também não forneceu instruções adequadas aos pilotos do avião. Foi como se a Boeing primeiro lhes deixasse de olhos vendados e depois tivesse amarrado as mãos dos pilotos", disse o advogado da família, Thomas Demetrio, em comunicado.

O relatório preliminar do acidente feito pela agência de segurança de transporte da Indonésia sugeriu que os pilotos tiveram dificuldades para controlar o sistema antibloqueio dos motores do avião imediatamente antes do acidente. Os investigadores consideraram que a aeronave não estava em condições de voar.

A Boeing respondeu ao relatório de novembro, observando que um voo anterior do mesmo avião foi realizado com segurança quando os pilotos lidaram com sucesso com os dados errados dos sensores.

"O 737 MAX é tão seguro quanto qualquer avião que já cruzou o céu", disse a fabricante em comunicado. "A Boeing está tomando todas as medidas para entender completamente todos os aspectos deste acidente", acrescentou.

Um porta-voz da Boeing se recusou a comentar os detalhes do processo. É provável que um relatório final sobre o acidente não seja apresentado até o ano que vem.

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