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Avião com ajuda humanitária à Venezuela chega em Boa Vista

22.fev.2019 - Avião da FAB saiu de Brasília com 23 toneladas de leite em pó e 500 Kits de primeiros socorros com destino à Boa Vista - Reprodução/@TVNBR
22.fev.2019 - Avião da FAB saiu de Brasília com 23 toneladas de leite em pó e 500 Kits de primeiros socorros com destino à Boa Vista Imagem: Reprodução/@TVNBR

22/02/2019 13h31

Um avião carregado com ajuda humanitária para a Venezuela pousou hoje em Boa Vista, capital de Roraima, cuja fronteira terrestre com o país caribenho foi fechada ontem por ordem do presidente Nicolás Maduro, constataram repórteres da AFP.

A aeronave, um Boeing C-767 da Força Aérea Brasileira (FAB), chegou à base de Boa Vista às 10H30, um dia antes da data anunciada pelo líder da oposição Juan Guaidó para a entrega da ajuda.

"Chegamos a Boa Vista com a doação do governo @jairbolsonaro. Em nome de Pdte @jguaido e de todos os venezuelanos, obrigada Brasil", escreveu no Twitter a embaixadora nomeada por Guaidó para o Brasil, María Teresa Belandria.

A delegação foi recebida por dois funcionários do governo americano, um deles da agência de desenvolvimento USAID, que disse que até o final do dia deve reunir em Roraima cerca de 138 toneladas de ajuda.

A aeronave, que partiu de Brasília esta manhã, transportou cerca de 23 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros socorros, segundo um porta-voz da FAB.

No dia anterior, 51 toneladas de arroz e açúcar haviam desembarcado em Boa Vista, segundo a mesma fonte.

Os insumos, principalmente alimentos, foram comprados pelo Brasil e pelos Estados Unidos.

Uma vez descarregado, o material deve ser levado até a cidade fronteiriça de Pacaraima, cerca de 215 quilômetros ao norte de Boa Vista.

A partir daí, o transporte ficará a cargo de trabalhadores venezuelanos, segundo indicou o porta-voz do governo de Jair Bolsonaro, Otávio Rego Barros, que ressaltou que a colaboração do Brasil não excederá a sua área de soberania.

Com a fronteira fechada, ainda não está claro como os suprimentos vão entrar no país vizinho.

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AFP

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