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Ciclone Idai deixa 127 mortos em Moçambique e Zimbábue

Ciclone Idai deixa mais de cem mortos em Moçambique e Zimbábue - (Déborah NGUYEN / WFP / AFP)
Ciclone Idai deixa mais de cem mortos em Moçambique e Zimbábue Imagem: (Déborah NGUYEN / WFP / AFP)

18/03/2019 10h45

Pelo menos 127 pessoas morreram no Zimbábue e em Moçambique durante a passagem do devastador ciclone tropical Idai, e há muitos desaparecidos nos dois países, devastados por inundações e ventos intensos.

O número de mortos em Moçambique subiu para 62 no centro do país, enquanto o Zimbabué anunciou a morte de 65 pessoas no leste.

O ministro moçambicano do Meio Ambiente, Celson Correia, disse à AFP que "62 pessoas morreram" nos distritos de Bera e Dondo. "Certamente teremos um saldo maior". O ciclone atingiu o país na quinta-feira antes de avançar para o Zimbábue.

"Acho que este é o pior desastre natural de Moçambique. Tudo está destruído, nossa prioridade é salvar vidas", declarou no aeroporto de Beira, que reabriu no domingo, depois de ser fechado por causa do ciclone.

Um deputado do Zimbábue do distrito de Chimanimani (leste) - o mais afetado pela catástrofe - Joshua Sacco, disse que 65 pessoas estavam sendo procuradas após a passagem do Idai, que destruiu pontes e casas.

Em razão das péssimas condições, equipes de resgate têm tido dificuldade para alcançar algumas áreas afetadas.

"Até o momento, contabilizamos 65 mortos", declarou o deputado à AFP po telefone. "Há provavelmente entre 150 e 200 desaparecidos".

A maioria dos desaparecidos é de trabalhadores cujo complexo residencial foi completamente inundado.

-Pedra sobre escola -Dois estudantes do ensino médio estão entre os mortos: um deslizamento de terra projetou um grande bloco de pedra sobre o dormitório de seu internato, de acordo com a Defesa Civil.

No domingo, o exército do Zimbábue ajudou a resgatar quase 200 estudantes, professores e funcionários da escola que ficaram presos em Chimanimani. Este grupo teve que atravessar estradas cheias de água e lama ao longo de 4 km para chegar a um local seguro, de acordo com um fotógrafo da AFP.

Tendas foram montadas para abrigar as pessoas afetadas. Algumas tiveram que caminhar 20 km para chegar ao local seguro.

Trezentos refugiados no campo de refugiados de Tongogara (sudeste) foram afetados pelo ciclone e 49 casas foram danificadas.

Ventos fortes arrancaram o telhado da prisão de Masvingo (sul), de acordo com a rádio-televisão ZBC.

As estradas se tornaram intransitáveis e as pontes foram destruídas pelas enchentes, segundo o fotógrafo da AFP.

Segundo a ONU, mais de 100 pessoas estão desaparecidas no Zimbábue e quase 10.000 foram afetadas pelo ciclone.

O presidente do Zimbábue, Emerson Mnangagwa, encurtou uma viagem a Abu Dhabi e decretou estado de catástrofe natural.

Considerado um dos mais poderosos a se formar no Oceano Índico nos últimos dez anos, Idai varreu na madrugada de sábado a região de Chimanimani, perto da fronteira com Moçambique.

O ciclone fez uma estreia devastadora no continente na quarta-feira à noite, com ventos de 190 km/h.

Ruas e estradas foram alagadas e os telhados arrancados em Beira, a quarta maior cidade de Moçambique, enquanto seus 500.000 habitantes ficaram isolados do mundo, sem eletricidade, telefone e aeroporto.

Desde o início do mês, o sistema de baixa pressão associado ao ciclone Idai provocou fortes chuvas no centro e no norte de Moçambique.

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