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Irã executa "fornecedor" do governo por espionar para a CIA, diz agência local

22.jun.2019 - Em Teerã, capital do Irã, mulher passa em frente a pintura no muro da antiga embaixada dos EUA. A pintura retrata a Estátua da Liberdade como uma caveira - Atta Kenare/AFP
22.jun.2019 - Em Teerã, capital do Irã, mulher passa em frente a pintura no muro da antiga embaixada dos EUA. A pintura retrata a Estátua da Liberdade como uma caveira Imagem: Atta Kenare/AFP

De Teerã

22/06/2019 12h22

O Irã executou um "fornecedor do ministério da Defesa" condenado por espionar para a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), informou neste sábado (22) a agência de notícias Isna, em um contexto de tensão entre Teerã e Washington.

"Jalal Haji Zavar, um fornecedor da organização aeroespacial do ministério da Defesa que era espião para a CIA e para o governo americano, foi executado", anunciou a agência, citando o Exército iraniano, sem dar mais detalhes sobre o data da execução.

O homem foi condenado por um tribunal militar e sua sentença foi executada na prisão Rajai Shahr, na cidade de Karaj, a noroeste de Teerã.

De acordo com a Isna, Zavar foi "identificado pelos serviços de inteligência do ministério da Defesa" e, durante a investigação, "confessou explicitamente a espionagem em favor da CIA por dinheiro, enquanto documentos e ferramentas de espionagem foram encontradas em sua casa".

A agência de notícias não precisou a data de sua prisão, mas notou que não prestava mais serviços ao ministério desde o ano de 1389 do calendário persa (março de 2010 a março de 2011).

A "ex-mulher" de Zavar está cumprindo uma sentença de 15 anos de prisão depois de ser condenada por "cumplicidade em espionagem", segundo a Isna.

Na terça-feira, o Irã disse que desmantelou uma "nova rede" de espiões e de "novos recrutas dos americanos" ligados à CIA, de acordo com a agência oficial de notícias Irna.

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã atingiram um novo patamar com a destruição na quinta-feira pelo Irã de um drone americano.

Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump disse que havia cancelado no último minuto ataques de represálias contra três locais iranianos para evitar muitas mortes.

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