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Mãe que escondeu bebê no porta-malas é condenada a 5 anos de prisão na França

12.nov.2018 - Rosa Maria Da Cruz e sua advogada Chrystele Chassagne-Delpech durante julgamento em 2018 - Georges Gobet/AFP
12.nov.2018 - Rosa Maria Da Cruz e sua advogada Chrystele Chassagne-Delpech durante julgamento em 2018 Imagem: Georges Gobet/AFP

Em Limoges (França)

16/10/2019 13h43

A justiça francesa condenou hoje a cinco anos de prisão uma mãe que escondeu durante dois anos seu bebê no porta-malas de um carro, o que deixou a garota com danos irreversíveis.

Rosa Maria da Cruz, de 51 anos e mãe de outros três filhos, havia sido condenada em primeira instância em 2018 a cinco anos de prisão, três deles suspensos, mas apelou da sentença.

Um tribunal de apelação a condenou hoje a uma pena de cinco anos de prisão. Da Cruz enfrentava uma pena máxima de 20 anos.

O caso que chocou toda a França veio à tona em 2013, quando a mãe da garota, chamada Séréna, foi até uma oficina mecânica com o carro no qual mantinha sua filha escondida desde o nascimento, cerca de dois anos antes.

A bebê foi descoberta nua, coberta de excrementos e incapaz de manter a cabeça erguida no carro da mãe. Rosa escondia a existência do bebê de seus filhos e de seu marido.

O casal teve outros três filhos, entre 6 e 12 anos de idade, todos na escola e normalmente integrados à sociedade.

Séréna, que vive hoje com uma família de acolhida e em breve fará oito anos, sofre de um "déficit funcional de 80%", uma "síndrome do autismo certamente irreversível" relacionada às condições de seus 23 primeiros meses de vida, segundo avaliações.

A defesa alegou que Da Cruz sofreu uma "negação da gravidez", a terceira em quatro gestações, seguida de uma "negação de filho", argumento que a acusação rejeitou.

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