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ONU critica aumento da censura na China e outros países da Ásia pela pandemia

Bachelet reconheceu a necessidade de restringir a desinformação prejudicial para proteger a saúde pública - Fabrice Coffrini/AFP
Bachelet reconheceu a necessidade de restringir a desinformação prejudicial para proteger a saúde pública Imagem: Fabrice Coffrini/AFP

03/06/2020 11h27

A Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, afirmou hoje que a China e outros países asiáticos como Camboja e Filipinas intensificaram a "censura" desde o início da pandemia de covid-19.

Em um comunicado que detalha as ações adotadas nos países, Bachelet indica que na China seu gabinete recebeu informações sobre mais de 10 casos de profissionais da saúde, universitários e cidadãos comuns que parecem ter sido detidos, e em alguns casos acusados, por terem publicado suas opiniões ou outras informações sobre a situação vinculada à covid-19, ou que criticaram a resposta do governo à epidemia.

"Em Bangladesh, Camboja, China, Índia, Indonésia, Malásia, Mianmar, Nepal, Filipinas, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã foram relatadas detenções por expressar descontentamento ou supostamente difundir informações falsas por meio da imprensa ou das redes sociais", afirma o comunicado.

A Alta Comissária disse que reconhece a necessidade de restringir a desinformação prejudicial para proteger a saúde pública ou qualquer tipo de incitação ao ódio às minorias.

Mas insistiu que isto não pode virar censura.

"Embora os governos possam ter um interesse legítimo em controlar a divulgação de desinformação em um contexto volátil e sensível, este deve ser proporcional e proteger a liberdade de expressão", disse Bachelet.

"Esta crise não deve ser usada para restringir a divergência ou o livre fluxo de informação e debate", disse, antes de insistir que "uma diversidade de pontos de vista fomentará uma maior compreensão dos desafios que enfrentamos e nos ajudará a superá-los".

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