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Cidade belga retira estátua de rei sanguinário após protestos antirracistas

Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga - Jonas Roosens/Belga/AFP
Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga Imagem: Jonas Roosens/Belga/AFP

Em Bruxelas (Bélgica)

09/06/2020 12h07

A cidade de Antuérpia, no norte da Bélgica, retirou hoje uma estátua vandalizada do rei Leopoldo II, personagem do passado colonizador do país, em meio à onda de protestos contra o racismo ao redor do mundo.

"A estátua foi severamente vandalizada na semana passada e será restaurada pelo Museu de Escultura ao Ar Livre de Middelheim", anunciou o porta-voz do burgomestre de Antuérpia, Johan Vermant.

A decisão surge após a mobilização, no último final de semana, de milhares de pessoas na Bélgica em protestos contra o racismo e contra a morte do afroamericano George Floyd nas mãos de um policial branco nos Estados Unidos.

O porta-voz antecipou para a AFP que a estátua não será reinstalada e que, "provavelmente", permanecerá na coleção do Museu, devido à reforma em 2023 da praça onde estava localizada.

Uma porta-voz do museu confirmou que eles receberam a escultura.

"Está no nosso depósito. Vamos examinar em que estado se encontra e quais são os próximos passos", afirmou.

Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga. Este território chegou a ser sua propriedade particular.

Além dos protestos sob o lema 'Black Lives Matter' na Antuérpia, em Bruxelas, ou em Liège, no fim de semana, o racismo e a violência contra os negros são alvo de um abaixo-assinado recente na Bélgica.

Um grupo chamado 'Vamos reparar a história' exige a retirada de todas as estátuas de Leopoldo II que estão em espaços públicos de Bruexelas. Os signatários desta petição acusam o ex-monarca de ter "exterminado" milhões de congoleses.

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