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Caracas denuncia navio de guerra dos EUA perto da costa venezuelana

17.jun.2020 - De máscara, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, grava pronunciamento à televisão  em Caracas - Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP
17.jun.2020 - De máscara, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, grava pronunciamento à televisão em Caracas Imagem: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP

01/10/2020 13h57

A Venezuela denunciou, nesta quinta-feira (1o), que um navio de guerra dos Estados Unidos se aproximou de 16,1 milhas náuticas (cerca de 30 km) de sua costa, e qualificou o movimento como um "ato deliberado de provocação".

Em nota divulgada pelo ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o governo de Nicolás Maduro acusa o Comando Sul dos Estados Unidos de "intenções intimidadoras", ao posicionar o destróier de mísseis teleguiados "USS William P. Lawrence" (DDG-110) "na Zona Venezuelana contígua, a uma distância de 16,1 milhas náuticas da costa venezuelana".

"Trata-se, claramente, de um ato deliberado de provocação, bastante errático e infantil", acrescentou.

A Zona Contígua se estende por até 24 milhas náuticas (44 km) da costa e, de acordo com a ONU, um país tem jurisdição em questões alfandegárias, tributárias, de imigração, ou de saúde, nessa área.

O limite do mar territorial, por sua vez, é de 12 milhas náuticas (22 km).

Em comunicação com as autoridades venezuelanas, a tripulação do navio alegou ter realizado "operações de patrulha contra o narcotráfico".

A Venezuela tem denunciado, frequentemente, a presença de embarcações militares dos Estados Unidos nas proximidades de sua costa.

Em 16 de julho, o governo venezuelano relatou que o "USS Pinckney" entrou "de maneira furtiva" na Zona Contígua da Venezuela, o que, à época, também foi descrito como "provocação".

Washington desconhece o segundo mandato de Maduro, por considerá-lo fruto de eleições fraudulentas, e aceita como presidente encarregado da Venezuela o líder parlamentar da oposição Juan Guaidó.

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