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Míssil BUK não derrubou voo MH17 na Ucrânia em 2014, diz suspeito

Especialistas internacionais no local em que o voo MH17 da Malaysia Airlines caiu no leste Ucrânia após ser atingido por um míssil. 298 pessoas morreram, em sua maioria holandeses e australianos - Sergei Karpukhin/Reuters
Especialistas internacionais no local em que o voo MH17 da Malaysia Airlines caiu no leste Ucrânia após ser atingido por um míssil. 298 pessoas morreram, em sua maioria holandeses e australianos Imagem: Sergei Karpukhin/Reuters

03/11/2020 12h17

Um suspeito julgado por um tribunal holandês por seu papel na queda do voo MH17 sobre a Ucrânia em 2014 declarou hoje que não viu nenhum míssil do tipo apontado pela acusação para derrubar o avião.

"Não vi mísseis BUK", disse Oleg Pulatov em uma declaração registrada em vídeo na Rússia e exibida nesta terça-feira por seus advogados perante o tribunal de Schipol, em Amsterdã.

O Boeing 777 da companhia Malaysia Airlines, que decolou de Amsterdã com destino a Kuala Lumpur em 17 de julho de 2014, foi alcançado em pleno voo por um míssil BUK de concepção soviética, segundo os investigadores, quando sobrevoava a área do conflito armado no leste da Ucrânia.

As 298 pessoas a bordo, entre elas, 196 holandeses, morreram.

Os russos Serguei Dubinski, Igor Guirkin e Oleg Pulatov, assim como o ucraniano Leonid Kharchenko, quatro oficiais dos separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia, estão sendo processados pela Promotoria holandesa por assassinato e por estarem deliberadamente envolvidos no acidente do avião ao escoltarem o sistema de mísseis antiaéreos BUK, antes que este fosse acionado por outras pessoas ainda não identificadas.

Os quatro homens, primeiros suspeitos acusados no caso, enfrentam a prisão perpétua. Apenas Pulatov escolheu ser representado por advogados holandeses, enquanto os outros três estão sendo julgados à revelia.

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