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Pela 1ª vez em um século, rabino se torna conselheiro religioso do exército alemão

Rabino Zslost Balla (direita), de 42 anos, é o novo conselheiro religioso do Exército alemão - Reprodução/Twitter
Rabino Zslost Balla (direita), de 42 anos, é o novo conselheiro religioso do Exército alemão Imagem: Reprodução/Twitter

Em Berlim (Alemanha)

21/06/2021 13h22Atualizada em 21/06/2021 14h00

Um rabino foi nomeado hoje como conselheiro religioso do Exército alemão, pela primeira vez em um século e 76 anos após o fim do Holocausto.

O rabino Zslost Balla, de 42 anos, pai de três filhos, foi oficialmente nomeado hoje, anunciou a Bundeswehr, as Forças Armadas da Alemanha, no Twitter.

Desde o fim da Primeira Guerra Mundial, não houve conselheiros religiosos judeus no Exército alemão, exposto nos últimos anos a vários escândalos devido às ligações de alguns soldados com a extrema-direita.

Emigrado da Hungria em 2002, Balla disse estar ciente da "responsabilidade histórica" de servir aos soldados de confissão judaica, cerca de 300.

Seu objetivo é que eles se sintam "igualmente integrados" como nas forças armadas de outros países como os Estados Unidos, disse Bayerischer Rundfunk a uma rádio pública.

Balla pretende combater o antissemitismo e qualquer outra forma de racismo para "criar uma sociedade alemã melhor", assegurou.

O presidente do Conselho Central dos Judeus, Josef Schuster, parabenizou "um exército onde o extremismo político e a intolerância não têm lugar".

Esta nomeação constitui "um forte sinal político contra o antissemitismo e sinaliza a importância da vida judaica, não apenas nas tropas, mas na sociedade como um todo", disse o comissário do governo para a luta contra o antissemitismo, Felix Klein.

Padres e pastores já oferecem serviços religiosos aos 94 mil soldados cristãos.

Os conselheiros religiosos do Exército aconselham os soldados sobre questões éticas e os acompanham em seu treinamento.

No futuro, está prevista a inclusão de outros rabinos militares, bem como de um conselheiro religioso para os 3 mil militares muçulmanos da Bundeswehr.

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