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Última vítima fatal de colapso de edifício na Flórida é identificada

Equipes preparam o prédio que desabou parcialmente em Surfside, Miami, para ser demolido.  - Corpo de Bombeiros de Miami Dade/Reuters
Equipes preparam o prédio que desabou parcialmente em Surfside, Miami, para ser demolido. Imagem: Corpo de Bombeiros de Miami Dade/Reuters

26/07/2021 20h18

A última vítima fatal do desabamento parcial de um prédio em Surfside, na Flórida, foi identificada, anunciaram as autoridades nesta segunda-feira (26), mais de um mês após o desastre no qual 98 pessoas morreram.

"Hoje posso informar que, graças aos contínuos esforços heroicos [das equipes de busca], a última pessoa desaparecida foi localizada e identificada", disse Daniella Levine-Cava, a prefeita do condado de Miami-Dade, em uma entrevista coletiva.

"Noventa e oito vítimas foram identificadas, incluindo 97 que foram encontradas no desabamento e uma pessoa que morreu no hospital", acrescentou.

Agora, segundo Levine-Cava, todas as vítimas cujo desaparecimento foi notificado foram localizadas. A prefeita disse, no entanto, que a polícia segue buscando evidências e restos humanos entre as toneladas de entulho do edifício, que foi transferido para um depósito.

O prédio Champlain Towers South, de 12 andares, desabou parcialmente na manhã de 24 de junho em frente ao mar em Surfside, ao norte de Miami Beach.

Os bombeiros trabalharam por semanas no local até a última sexta-feira. Exceto por um adolescente resgatado horas depois que o prédio desabou, eles não encontraram sobreviventes entre os escombros e logo se concentraram em buscar restos mortais.

A polícia de Miami-Dade disse nesta segunda-feira que a última vítima identificada foi Estelle Hedaya, de 54 anos.

De acordo com seu irmão, citado pelo The New York Times, Hedaya havia se mudado recentemente de Nova York para a Flórida para iniciar uma nova vida.

Pouco mais de um mês depois do ocorrido, as causas do colapso ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas.

Os primeiros elementos da investigação sugerem que a estrutura do edifício parecia desgastada em alguns setores.

O restante do imóvel teve que ser evacuado após o desastre, e as autoridades o demoliram em 4 de julho, por considerar que sua instabilidade colocava em risco as equipes de busca e resgate.

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