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4 meses

Ucrânia é foco de tensões entre a Rússia e o Ocidente há vários meses

Bandeira da Ucrânia - iStock
Bandeira da Ucrânia Imagem: iStock

19/01/2022 17h01

As tensões sobre a Ucrânia aumentaram nos últimos meses, devido a acusações de países ocidentais de que Moscou está preparando uma invasão.

Ucrânia e Rússia estão em desacordo desde que o governo russo anexou a península da Crimeia em 2014.

As tensões se agravaram com o conflito no leste da Ucrânia, que deixou mais de 13.000 mortos até agora e onde a Rússia é acusada de apoiar separatistas. O Kremlin nega.

Movimento de tropas

Em 10 de novembro, os Estados Unidos pedem explicações à Rússia após detectar movimentos de tropas "incomuns" na fronteira com a Ucrânia.

Em abril, Moscou já havia concentrado cerca de 100.000 soldados na fronteira, alimentando os primeiros temores de invasão.

A Otan, a União Europeia, a França e a Alemanha alertam o governo russo contra qualquer nova ação "agressiva".

O presidente russo, Vladimir Putin, acusa os ocidentais de exacerbar as tensões ao entregar armamento moderno à Ucrânia e realizar "exercícios militares provocativos" no Mar Negro e perto de suas fronteiras.

O temor por uma ofensiva

Em 28 de novembro, a Ucrânia afirma que a Rússia tem cerca de 92.000 soldados em suas fronteiras, prontos para uma ofensiva no final de janeiro ou início de fevereiro. Moscou nega essas acusações.

Em 1º de dezembro, as autoridades russas acusaram a Ucrânia de deslocar tropas para o leste do país.

Cúpula virtual Biden-Putin

Em 7 de dezembro, o presidente dos EUA, Joe Biden, ameaça Vladimir Putin com "sérias sanções econômicas" se ele invadir a Ucrânia, em uma cúpula bilateral virtual.

O presidente russo exige "garantias legais" de que a Ucrânia não ingressará na Otan e reafirma o direito da Rússia de "proteger sua segurança".

No dia 17, Moscou apresenta dois projetos de tratados para proibir qualquer expansão da Otan e o estabelecimento de bases militares dos EUA em países da antiga órbita soviética.

Washington então indica que está disposto a lançar um "diálogo diplomático" com Putin, mas classifica algumas das demandas como "inadmissíveis".

Em 28 de dezembro, Moscou e Washington concordam com uma negociação sobre segurança na Europa.

Semana diplomática

Em 10 de janeiro de 2022, russos e americanos iniciam tensas negociações em Genebra, a primeira etapa de uma intensa semana diplomática.

No dia 12, a Otan e a Rússia declaram suas "profundas divergências" sobre segurança na Europa, ao final de um conselho bilateral em Bruxelas.

Ciberataque massivo na Ucrânia

Em 14 de janeiro, vários portais do governo ucraniano são alvo de um ataque cibernético massivo, sem danos significativos segundo as autoridades, que afirmam ter "provas" do envolvimento russo.

No mesmo dia, Washington acusa Moscou de ter enviado à Ucrânia operações de "sabotagem" com o objetivo de criar um "pretexto" para uma invasão, algo que o Kremlin descreve como declarações "gratuitas".

Tropas russas em Belarus

No dia 18, Moscou exige respostas do Ocidente às suas demandas antes de novas negociações.

A Rússia começa a enviar um número não especificado de soldados a Belarus para exercícios de combate "improvisados" nas fronteiras da UE e da Ucrânia.

Washington, preocupado com a possível implantação de armas nucleares russas em Belarus, adverte que Moscou pode atacar a Ucrânia "a qualquer momento".

Blinken na Ucrânia

Na quarta-feira, 19, o chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, chega a Kiev para mostrar seu apoio à Ucrânia, no momento em que Washington anuncia mais 200 milhões de dólares em ajuda de segurança para a Ucrânia.

O governo ucraniano diz que não planejou nenhuma ofensiva contra os separatistas pró-Rússia.

Blinken está programado para viajar para Berlim na quinta-feira para conversas com Alemanha, França e Reino Unido.

O secretário de Estado, que alertou na quarta-feira que Washington não responderá por escrito às demandas russas enquanto as negociações continuarem, deve se encontrar com seu colega Sergei Lavrov em Genebra na sexta-feira.

O presidente francês Emmanuel Macron disse que a Europa e a Otan devem construir uma "nova ordem de segurança" contra a Rússia.

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