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Mais de 450 detenções no Cazaquistão após tumultos sangrentos

Protesto contra aumento no preço de gás em Almaty, no Cazaquistão; polícia afirmou ter matado "dezenas" de manifestantes - Abduaziz Madyarov/AFP
Protesto contra aumento no preço de gás em Almaty, no Cazaquistão; polícia afirmou ter matado "dezenas" de manifestantes Imagem: Abduaziz Madyarov/AFP

Nur-Sultan, Cazaquistão

22/01/2022 12h24

O Cazaquistão anunciou neste sábado (22) que prendeu mais de 450 pessoas por terrorismo e desordem pública após os confrontos sangrentos neste país da Ásia Central no início de janeiro.

Manifestações sem precedentes contra o aumento dos preços da energia degeneraram nesta ex-república soviética em graves tumultos e forte repressão armada.

Os incidentes resultaram em 225 mortes e centenas de feridos e o presidente, Kasym-Jomart Tokayev, foi forçado a solicitar o envio de forças armadas russas e de outras nações aliadas para restaurar a ordem.

De acordo com Eldos Kilymjanov, funcionário da promotoria cazaque, 464 suspeitos foram presos por terrorismo e desordem pública.

No total, 970 pessoas acusadas de roubo, perturbação da ordem pública ou posse ilegal de armas foram presas, disse Kilymjanov à imprensa.

Esses distúrbios, sem precedentes desde a independência do país em 1991, levaram ao envio de cerca de 2.000 soldados da Rússia e de outros países aliados, que acabaram se retirando em 19 de janeiro, uma vez concluída sua missão.

O presidente Tokayev acusou "terroristas" treinados, segundo ele, no exterior de terem provocado a revolta, embora não tenha apresentado provas disso.

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