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Guerra da Rússia-Ucrânia

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Trens e ônibus ligarão Crimeia ao sul da Ucrânia, afirmam autoridades pró-Rússia

27.mar.2014 - Soldado russo (à esq.) orienta tanque ucraniano que será carregado em trem, no norte da Crimeia - Yannis Behrakis/Reuters
27.mar.2014 - Soldado russo (à esq.) orienta tanque ucraniano que será carregado em trem, no norte da Crimeia Imagem: Yannis Behrakis/Reuters

29/06/2022 07h47Atualizada em 29/06/2022 08h13

Linhas de trens e ônibus ligarão a partir de 1º julho a Crimeia, anexada pela Rússia, com as novas regiões ocupadas do sul da Ucrânia, anunciaram as autoridades pró-Moscou.

Esta é a primeira vez que isto acontece desde a anexação da Crimeia em 2014 por parte de Moscou e a suspensão dos transportes entre as regiões.

O ministério autoproclamado do Interior da região de Kherson, ocupada desde março por tropas russas, informou em um comunicado que os ônibus ligarão duas vezes por dia Simferopol, a capital da Crimeia, com a cidade de Kherson.

Também será criada uma conexão entre Simferopol e as cidades ocupadas de Melitopol e Berdiansk, na região ucraniana de Zaporizhzhia, parcialmente controlada pelo exército russo.

O ministério também anunciou uma linha ferroviária entre a cidade de Dzhankoi, na Crimeia, e Kherson e Melitopol.

"A Rosgvardia (guarda nacional russa) garantirá a segurança dos transportes", afirma o comunicado.

Desde a tomada dos territórios no sul da Ucrânia, Moscou exerce uma política de implementação russa: sua moeda, o rublo, passou a ser utilizada, passaportes russos são distribuídos e as vozes críticas são reprimidas.

O prefeito ucraniano eleito de Kherson, Igor Kolijayev, deposto pelas forças russas em abril, foi preso na terça-feira.

As novas autoridades locais pró-Moscou pedem a organização de referendos sobre o vínculo da região com a Rússia.