Conteúdo publicado há 1 mês

Cúpula sobre Ucrânia na Suíça é 'primeiro passo' para a paz

A Suíça organizará uma cúpula no sábado (15) e domingo (16) que pretende ser "um primeiro passo" para encontrar um caminho para a paz na Ucrânia, com a participação de dezenas de autoridades, mas sem a presença da Rússia e da China.

"Ousamos falar de paz", declarou o ministro das Relações Exteriores da Suíça, Ignazio Cassis, nesta segunda-feira (10) na apresentação do encontro à imprensa.

A Conferência de Alto Nível sobre a Paz na Ucrânia, seu nome oficial, acontecerá após a reunião do G7 das principais potências ocidentais, de quinta a sábado, no sul da Itália, com a participação do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

Os líderes do G7 esperam chegar a um acordo sobre o uso dos juros dos ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia, em guerra com a Rússia desde que Moscou lançou a sua invasão em fevereiro de 2022.

Mais tarde, Zelensky se juntará a representantes de mais de 90 países e organizações na Suíça, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

"A conferência é um primeiro passo", sublinhou Cassis, mas "não haverá processo de paz sem a Rússia. A questão não é se a Rússia estará a bordo, mas quando".

A Suíça não convidou a Rússia e Moscou anunciou que não estava interessada em participar por considerar que o país suíço perdeu a sua neutralidade ao aceitar sanções europeias contra si.

O Kremlin afirmou em diversas ocasiões que não participaria em quaisquer negociações se Kiev não aceitasse a anexação pela Rússia de 20% do território ucraniano que ocupa atualmente.

"Gostaríamos de desenvolver (...) um roteiro sobre como as partes podem se unir no âmbito de um futuro processo de paz", disse a presidente suíça, Viola Amherd.

Continua após a publicidade

Entre os países que compõem o grupo de nações emergentes Brics, do qual a Rússia faz parte, apenas a Índia confirmou oficialmente a sua participação. A China e o Brasil acreditam que é difícil reunir-se sem Moscou e a presença da África do Sul não está clara.

Na América Latina, participarão da cúpula o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o equatoriano, Daniel Noboa.

Deixe seu comentário

Só para assinantes