Inflação americana cai a 2,8% em ritmo anual em fevereiro
O índice de preços ao consumidor (IPC) caiu para 2,8% em ritmo anual em fevereiro nos Estados Unidos, um comportamento melhor do que o esperado e que marca uma desaceleração após quatro meses consecutivos de aumento na inflação, segundo dados do Departamento do Trabalho publicados nesta quarta-feira (12).
No mês, o IPC aumentou 0,2%, contra 0,5% de janeiro. Os analistas esperavam para fevereiro um aumento de 2,9% em 12 meses e de 0,3% no mês, segundo o MarketWatch.
Em janeiro, o índice IPC atingiu 3% na comparação anual, acima do esperado, o que abalou os mercados.
Donald Trump assumiu seu segundo mandato em 20 de janeiro, após uma campanha na qual prometeu restaurar o poder de compra dos americanos. Ele então atribuiu o aumento da inflação ao seu antecessor, Joe Biden.
O cálculo de fevereiro corresponde ao primeiro mês completo do segundo mandato de Trump. Apesar da queda, persistem as preocupações por potenciais dificuldades na economia devido à guerra comercial iniciada pela Casa Branca.
A maioria dos economistas e analistas espera que haja um aumento de preços no mercado interno à medida que as novas tarifas implementadas pelo presidente entrem em vigor.
O índice IPC, que mede a inflação subjacente ? que exclui os preços voláteis de alimentos e energia ? também caiu: foi de 0,2% em um mês (comparado a 0,4% em janeiro) e de 3,1% em um ano (comparado a 3,3% do mês passado).
Os americanos enfrentaram uma inflação severa nos últimos anos devido à pandemia da covid-19. Atualmente lidam com um aumento em um mês de 12,5% nos preços dos ovos devido a interrupções no fornecimento causadas pela gripe aviária.
Os únicos índices de preços que caíram em fevereiro foram os das passagens aéreas e dos carros novos, informou o Ministério do Trabalho.
Para orientar sua política monetária, o Federal Reserve (Fed, banco central) segue outro índice de inflação, o PCE, publicado no final do mês, que também registrou recentemente uma desaceleração em seu ritmo de crescimento (para 2,5% ano a ano em janeiro).
A meta do Fed é elevar a taxa para 2% ao ano.
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© Agence France-Presse
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