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PF apura suspeita de fraudes contra o auxílio emergencial no Tocantins

Com acesso às contas bancárias digitais, o grupo pagava boletos bancários fraudulentos - CAIO ROCHA/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Com acesso às contas bancárias digitais, o grupo pagava boletos bancários fraudulentos Imagem: CAIO ROCHA/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

30/09/2020 13h33

A suspeita de fraudes no pagamento do auxílio emergencial concedido aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados financeiramente afetados pela covid-19 motivou a Polícia Federal (PF) a deflagrar, hoje (30), uma operação contra um suposto grupo criminoso que atuava no estado do Tocantins.

Seis mandados judiciais de busca e apreensão e dois de prisão preventiva expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Tocantins estão sendo cumpridos nas cidades de Palmas, Paraíso do Tocantins e Formoso do Araguaia.

Segundo a PF, o objetivo da chamada Operação Fraudulenti Auxilium é "desarticular uma associação criminosa especializada na prática de fraudes contra a União". De acordo com a corporação, os investigados enganavam beneficiários do auxílio emergencial pago com recursos federais disponibilizados por meio do Ministério da Cidadania.

O grupo obtinha acesso às contas bancárias digitais dos beneficiários e, com isso, pagava boletos bancários fraudulentos ou transferia quantias para outras contas. Sem detalhar valores, a PF informou apenas que o crime gerou "sérios prejuízos para a população carente do Tocantins".

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, furto qualificado mediante fraude (via internet banking), associação criminosa e lavagem de dinheiro, podendo ser condenados a penas que podem chegar a 19 anos de prisão.

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