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Novo líder do governo no Senado é alvo de cinco inquéritos

10.jul.2018 - O senador Fernando Bezerra (MDB-PE), escolhido por Jair Bolsonaro (PSL) como líder de seu governo no Senado - Pedro França/Agência Senado
10.jul.2018 - O senador Fernando Bezerra (MDB-PE), escolhido por Jair Bolsonaro (PSL) como líder de seu governo no Senado Imagem: Pedro França/Agência Senado

Breno Pires

Brasília

20/02/2019 13h00

Um dia depois de prestar depoimento num desdobramento da Lava Jato, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) foi escolhido ontem (19) pelo presidente, Jair Bolsonaro (PSL), como líder do seu governo no Senado. O parlamentar é suspeito de ter recebido R$ 2 milhões de empreiteiras por obras no porto de Suape, em Pernambuco.

Bezerra foi ministro da Integração do governo Dilma Rousseff (PT), quando ainda estava no PSB, e foi líder de Michel Temer (MDB) no Senado no ano passado. Em Pernambuco, foi secretário no governo de Eduardo Campos, morto em 2014.

Ao todo, o senador é alvo de cinco inquéritos, dois deles por supostos crimes contra a lei de licitações quando era prefeito de Petrolina, dois do período em que era secretário estadual e um da época em que foi ministro.

Um dos inquéritos em que Bezerra consta como investigado apura irregularidades relacionadas a obras da Arena Pernambuco - um dos estádios da Copa do Mundo em 2014.

No caso em que prestou depoimento na segunda-feira, Bezerra foi apontado por executivos da Odebrecht como destinatário de repasses indevidos da construtora e da OAS após fraude em licitação.

Procurado nesta terça-feira, o senador negou irregularidades em todos os casos e disse estar tranquilo quanto às investigações. "Já tive duas denúncias rejeitadas pelo Supremo, uma delas da Lava Jato", afirmou o novo líder de Bolsonaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.