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'Setor privado não investe em ditaduras', afirma Maia

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados - Myke Sena/Estadão Conteúdo
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados Imagem: Myke Sena/Estadão Conteúdo

Eduardo Rodrigues e Mariana Haubert

Em Brasília

23/05/2019 07h39

Com o Congresso como um dos focos dos atos marcados para o próximo domingo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou ontem o que chamou de posturas antidemocráticas de pessoas no entorno do governo e alertou que "o setor privado não investe em ditaduras".

"Temos aí o exemplo da Venezuela", disse. "Reafirmar a democracia como o governo faz, apesar de alguns percalços no seu entorno, é fundamental."

Durante palestra no evento Seminário Previdência, organizado pelo jornal Correio Braziliense, Maia cobrou do governo "como um todo" uma posição mais proativa com as reformas.

"Esperamos que o governo gere menos distração daquilo que é fundamental", disse.

As declarações ocorreram no dia seguinte à discussão pública com o líder do governo na Casa, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), motivada por críticas ao Legislativo.

Maia acusou o governista de compartilhar mensagem, via WhatsApp, que associa negociações com parlamentares a sacos de dinheiro.

Ao falar do assunto, Maia ironizou o rompimento. "Não posso romper com quem nunca tive relação. Não vou excluir ninguém, mas ele não faz parte do meu núcleo pessoal nem vai fazer."

Ontem, após a discussão com Vitor Hugo diante de líderes partidários da Câmara, Maia evitou responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro, mas disse que ele dá "sinais trocados".

"A publicação é desrespeitosa, mas não foi só ele (Vitor Hugo). Tem secretários de alguns ministérios que também postaram e nós não vamos aceitar esse tipo de tratamento de alguns membros do Executivo e seus representantes em relação ao Legislativo", afirmou.

Sobre as manifestações convocadas em favor do governo e de Bolsonaro, Maia disse que críticas "são sempre muito bem-vindas quando respeitam o estado democrático de direito". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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