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Porta-voz: todas as circunstâncias serão consideradas para escolha de PGR

Teo Cury

Brasília

17/06/2019 21h55

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira, 17, que o presidente Jair Bolsonaro vai esperar a formação da lista tríplice pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) para, após levar em consideração "todas as circunstâncias", escolher o nome do futuro procurador-geral da República. Rêgo Barros ressaltou, no entanto, que a decisão pode ser tomada até setembro, quando termina o mandato da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge.

"O presidente considera que este processo ainda está em construção e será conduzido pelos entes responsáveis. Após a definição da indicação da lista tríplice dos 1,2 mil procuradores todas as circunstâncias serão levadas em consideração pelo presidente para balizar a escolha até setembro do novo procurador ou nova procuradora-geral da República."

A votação será realizada nesta terça-feira, 18. A tradição de formação da lista tríplice iniciou-se em 2001. Daquele ano até agora, o vencedor da lista para o cargo de procurador-geral não foi acolhido apenas em sua primeira edição e, mais recentemente, em 2017, quando o então presidente Michel Temer escolheu Dodge. A atual PGR não se inscreveu para concorrer na eleição promovida pela ANPR.

Ronaldinho

No final da manhã desta segunda-feira, Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Segundo Rêgo Barros, o ex-jogador, "conhecido antigo do presidente", "se predispôs a representar o Brasil no cenário mundial, visto que ele é uma das figuras com maior número de seguidores nas mídias sociais e muito conhecido mundialmente".

Assim como o presidente da República, que em 2012 foi alvo de multa pelo Ibama por pesca em uma área de proteção integral em Angra dos Reis, Ronaldinho também enfrentou problemas com questões ambientais. Ele e o irmão, o empresário Roberto de Assis Moreira, foram condenados em 2015 pela construção ilegal de um trapiche em área de preservação permanente, sem licenciamento ambiental, em Porto Alegre (RS).

No ano passado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou a apreensão dos passaportes dos dois devido ao não pagamento da dívida por dano ambiental, decisão que foi mantida em maio deste ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o Ministério Público, as multas alcançavam o valor de R$ 8,5 milhões em novembro do ano passado.

Questionado sobre os problemas ambientais enfrentados pelo presidente, o porta-voz afirmou que "fazer qualquer tipo de comparação entre eventos pessoais e do senhor presidente não são adequados neste momento".

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