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Josias: José Dirceu não tem autoridade para falar de combate à corrupção

Com as marcas de seu envolvimento nos escândalos do petrolão e do mensalão, José Dirceu não tem autoridade para falar sobre combate à corrupção, disse o colunista Josias de Souza no UOL News desta quinta (2).

Em entrevista a Fabíola Cidral durante evento do Esfera Brasil, o ex-ministro-chefe da Casa Civil afirmou que "houve corrupção em governos passados", mas não especificou a quais gestões ele estava se referindo.

Hoje, esse Dirceu do petrolão, que é uma reincidência do Dirceu do mensalão, empurrou aquele Dirceu idealista para uma espécie de clandestinidade eterna. Esse Dirceu revolucionário, do movimento estudantil, desapareceu e escorreu pelos desvãos da história.

O atual Dirceu, com as marcas que a passagem dele pelo poder deixaram na sua biografia, não enxergo nele autoridade nele para falar sobre combate à corrupção. É um outro personagem, que está procurando se reacomodar na conjuntura política. É possível até que obtenha um mandato na eleição de 2026, e parece ser essa a intenção dele. Josias de Souza, colunista do UOL

Para Josias, a imagem que Dirceu cultivou no passado por enfrentar a ditadura militar foi apagada ao ser preso por participar de esquemas de desvio de dinheiro público.

José Dirceu é um personagem curioso. Aquele antigo mito estudantil evoluiu da condição de candidato a estátua para uma espécie de pardal de si mesmo. Durante sua trajetória, Dirceu sujou a testa de bronze da estátua que ele não chegou a ser.

Ele se revelou um idealista, mas quando chegou à chave do cofre, o idealismo se perdeu. Até o escândalo do mensalão, ele conseguiu manter as aparências. Foi recolhido à Papuda, imaginando-se que ainda era beneficiário daquela atenuante de não ter agido em proveito próprio.

No petrolão, ficou demonstrado, durante as investigações, que Dirceu evoluiu do socialismo de resultados para uma apropriação pessoal mesmo. Josias de Souza, colunista do UOL

Sakamoto: Casos de corrupção flopados vão para a conta da Lava Jato

Na visão de Leonardo Sakamoto, as irregularidades cometidas na condução das investigações da Lava Jato comprometeram o combate a casos de corrupção que eram evidentes no país.

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É óbvio que houve corrupção. De certa forma, coloca-se na conta da Lava Jato o fato de que esses casos acabaram flopando porque tudo aquilo se contaminou. Mesmo nas ações que não foram contaminadas pelo que Sergio Moro, Detan Dallagnol e seus colegas fizeram, as defesas alegam isso para pedir a anulação e tudo vai diminuindo de figura. A credibilidade foi colocada por terra por conta do comportamento da Lava Jato. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

Quando: De segunda a sexta, às 10h e 17h.

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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