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Flordelis tem até às 19h de hoje para enviar sua defesa à Corregedoria da Câmara

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) pediu a colegas da Câmara para não ser cassada - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) pediu a colegas da Câmara para não ser cassada Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Camila Turtelli

Brasília

16/09/2020 15h26

A deputada Flordelis (PSD-RJ) tem até às 19h de hoje para apresentar sua defesa à Corregedoria da Câmara ou pedir uma prorrogação desse prazo. Caso isso não ocorra, o corregedor deputado Paulo Bengston (PTB-AM) deverá escrever seu parecer apenas com base na acusação.

Flordelis foi notificada pela Corregedoria sobre processo disciplinar contra ela, na quarta-feira passada (9). Bengston foi até o apartamento funcional da parlamentar em Brasília para fazer a entrega da notificação. Ele ficou mais de uma hora na residência da parlamentar. Ela estava acompanhada de um advogado e de uma assessora.

"Segundo a assessoria dela, será entregue hoje a defesa. Temos um prazo até as 19h para receber. Caso ela não entregue a defesa ou um pedido de prorrogação, nós já iremos a fazer o nosso parecer apenas com a parte da acusação, então, estamos no aguardo", disse Bengston ao Broadcast Político.

Após Flordelis apresentar sua defesa, por escrito, o corregedor tem até 45 dias para dar o seu parecer sobre o caso. Só então a Mesa Diretora vai decidir se envia o processo ao Conselho de Ética da Câmara, colegiado responsável por analisar a conduta dos parlamentares e recomendar a cassação. Cabe ao plenário, no entanto, decidir se a acusação de assassinato é ou não motivo para perda do mandato de deputada.

A parlamentar foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no mês passado como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em junho do ano passado. Dois filhos dela — entre adotados e biológicos, são 55 — já estavam presos pelo crime. No último dia 24, outros cinco, além de uma neta, também foram presos acusados de participação no assassinato.

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