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Paulo Marinho deixa comando do PSDB do RJ e vai ajudar Doria em SP

Paulo Marinho é um apoiador declarado da candidatura de Doria à Presidência em 2022 - Ricardo Borges/Folhapress
Paulo Marinho é um apoiador declarado da candidatura de Doria à Presidência em 2022 Imagem: Ricardo Borges/Folhapress

Caio Sartori

No Rio de Janeiro

11/06/2021 13h03Atualizada em 11/06/2021 13h42

Após dois anos à frente do PSDB fluminense, o empresário Paulo Marinho comunicou nesta semana ao diretório nacional que não vai mais ocupar a função.

Ele está de mudança para São Paulo, onde pretende colaborar com os rumos eleitorais do governador João Doria. Em 2018, Marinho foi um dos principais coordenadores da campanha de Jair Bolsonaro (sem partido), mas rompeu com o presidente logo no início do governo.

Em carta direcionada ao presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o empresário citou a opção da família de se mudar para a capital paulista e se colocou à disposição do partido.

Ele é um apoiador declarado da candidatura de Doria à Presidência. Ainda não há, no entanto, uma previsão de ocupar cargos no Executivo paulista, por exemplo.

Quem assume o diretório do Rio é o deputado federal Otávio Leite, que defende a realização de prévias entre Doria, o ex-senador Arthur Virgílio (AM) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

"Nosso principal desafio é ajudar na construção de uma candidatura de centro para o Brasil, que hoje vive uma polarização radicalizada e infrutífera", diz Otávio Leite. "Do ponto de vista interno, o primeiro passo será a realização de prévias para a Presidência da República."

No Rio, onde o PSDB tem pouca força, Otávio Leite prega união entre as diferentes esferas do Poder "em prol do equilíbrio fluminense". Ele elogia o trabalho "maduro" do governador Cláudio Castro (PL).

"O Rio não pode se dar ao luxo de rupturas ou arritmias que paralisam a busca por seu soerguimento econômico. O governador Cláudio Castro vem exercendo o trabalho com maturidade", diz o deputado, que defende o Regime de Recuperação Fiscal, o equilíbrio nas finanças e uma maior independência em relação à União a longo prazo.

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