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Bolsonaro ataca Kassab e diz que presidente do PSD 'quer a volta do Lula'

Ontem, partido de Kassab, o PSD, realizou evento para impulsionar pré-candidatura de Rodrigo Pacheco - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ontem, partido de Kassab, o PSD, realizou evento para impulsionar pré-candidatura de Rodrigo Pacheco Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Eduardo Gayer

Brasília

25/11/2021 12h00Atualizada em 25/11/2021 18h07

Um dia após o PSD realizar um evento para impulsionar a pré-candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), ao Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu o tom contra o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.

O presidente da República afirmou, em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, que Kassab quer a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder.

"Antes do Marcos Pontes, quem era o ministro da Ciência e Tecnologia? Não sabia a diferença de gravidade e gravidez. Era o senhor Kassab. Olha o que ele faz hoje em dia. Está colado no Lula. Quer a volta do Lula. Com a volta do Lula, vai ser ministro, vai pegar a Caixa Econômica para ele administrar", declarou Bolsonaro, sem apresentar provas.

O ex-ministro rebateu as críticas em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, dizendo que a "única especialidade" do presidente seria brigar. "Talvez a única especialidade dele seja brigar e tentar levar as pessoas para lutar na lama", declarou. "Quanto ao meu desempenho como ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicação, basta consultar especialistas da área, na qual sou muito elogiado."

O PSD quer consolidar Pacheco - presidente da Casa do Congresso que oferece maior resistência aos projetos do governo - como um nome para a chamada terceira via. Ou seja, uma candidatura para superar a polarização entre Bolsonaro e Lula.

Nos bastidores, figuras políticas apostam que Kassab aceitaria negociar apoio a outro nome na disputa, incluindo o petista. A hipótese, no entanto, é negada pelo ex-ministro das Cidades na gestão Dilma Rousseff (PT).

Ainda na entrevista, Bolsonaro afirmou que o PL, partido ao qual deve se filiar na próxima terça-feira (30), não fará alianças estaduais com partidos de esquerda. "Isso está acertado com Valdemar Costa Neto", disse o chefe do Executivo.

Costa Neto recebeu "carta branca" dos dirigentes estaduais do PL para acertar a filiação de Bolsonaro. Contudo, diretórios do Nordeste resistem à iniciativa justamente por composições com a esquerda.

O deputado federal Fabio Abreu (PL-PI) já declarou publicamente que "com certeza" deixará a legenda se não tiver autonomia para apoiar o grupo do governador Wellington Dias (PT-PI).

O presidente também voltou a citar a possibilidade de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ser candidato pelo PL ao governo de São Paulo, o que já havia feito ontem.

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