Desbloquear iPhone seria ruim para os EUA, diz CEO da Apple

WASHINGTON, 25 FEV (ANSA) - O CEO da Apple, Tim Cook, disse que será "ruim" para os Estados Unidos se a empresa for forçada pelo FBI a ajudar a desbloquear o iPhone de um dos terroristas responsáveis pelo atentado em San Bernardino, que deixou 14 mortos em dezembro.   

"Algumas coisas são difíceis e algumas coisas são certas e algumas coisas são ambas e esta é uma dessas coisas", disse, em entrevista ao jornal local "NBC News".   

Segundo ele, as autoridades de segurança estão pedindo que ele "construa um software que vemos como algo parecido com um câncer". Cook ainda disse estar preparado para levar o caso à Corte Suprema de Justiça se for preciso e que tentará conversar com presidente Barack Obama.   

A Justiça quer que o aparelho seja desbloqueado para que possa ter acesso aos dados do jihadista Syed Farook, que, junto com sua esposa, Tashfeen Malik, realizou o atentado. O celular de Farook está protegido por uma senha e após 10 tentativas fica bloqueado completamente, por isso a Justiça precisa da ajuda da empresa. As autoridades acreditam que os dados dentro do aparelho podem ajudar a esclarecer fatos ainda obscuros sobre a ação, assim como revelar se existem mais pessoas envolvidas no caso. Grandes empresas tecnológicas, como Twitter, Google e Facebook se posicionaram ao lado de Cook. Segundo uma sondagem realizada pela consultoria "Pew Research Center", cerca de 51% dos norte-americanos acreditam que a empresa de Cupertino deveria colaborar com as investigações.   

(ANSA)
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