Hollande telefona a Papa após padre ser degolado na França

PARIS, 26 JUL (ANSA) - O presidente francês, François Hollande, telefonou ao papa Francisco para lamentar o atentado desta terça-feira (26) contra uma igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, perto da cidade de Rouen, assumido pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis).   

Três pessoas morreram no ataque, entre elas o padre Jacques Hamel, de 86 anos, que foi degolado pelos jihadistas. As outras duas vítimas fatais são os agressores, que foram abatidos pela polícia. O assassinato do padre estremeceu a Igreja Católica, do Vaticano à Polônia, para onde o papa Francisco viajará amanhã para presidir a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Apesar da Santa Sé negar que haja riscos para a segurança do Pontífice, os recentes ataques na França e na Alemanhha fizeram as autoridades polonesas reforçarem os esquemas na Cracovia com cerca de 38 mil agentes.   

Francisco, que desde que assumiu a Igreja Católica, em março de 2013, condena os ataques terroristas e as guerras no Oriente Médio, principalmente na Síria, foi um dos primeiros a comentar o atentado de hoje na França, definindo-o como um "horror" e uma "violência absurda".   

Bispos franceses que já estavam com suas delegações na Cracóvia para a JMJ decidiram viajar de emergência para Roeun. O presidente da Conferência Episcopal da França, monsenhor Georges Paul Pontier, perguntou para Hollande se o atentado tinha sido real, porque "parecia algo inimaginável".   

"Deixo aqui centenas de jovens, que são o futuro da humanidade.   

Peço para eles não se renderem à violência e para se tornarem apóstolos da civilidade e do amor. Este é o momento de construir pontes, não muros", disse o religioso.   

Já o diretor da revista "La Civiltà Cattolica", o padre italiano Antonio Spadaro, disse em um evento hoje que o Papa "nunca falou de 'guerra de religiões', porque é justamente isso que os terroristas querem". Nenhum comentário da Igreja Catolica até o momento relacionou o fundamentalismo islâmico com o atentado, mesmo que o ato tenha sido reivindicado pelo Estado Islâmico. O Vaticano está tomando cuidado para não criar uma imagem de divisão e de "guerra religiosa". Em toda a França, foram convocadas missas em memória de Hamel. Nas cidades de Rouen, Lion e até em Paris, estão marcados atos de homenagem. Os bispos franceses pediram que os católicos pratiquem um dia de orações e jejum na próxima sexta-feira. O assassinato do padre francês foi o primeiro ataque concreto contra os católicos do Ocidente, apesar do Estado Islâmico perseguir cristãos e seguidores de outras religiões em zonas de seu domínio na Síria e no Iraque. Desde 2015, o EI ameaça a Igreja Católica e promete hastear uma bandeira no Vaticano. Em novembro do ano passado, logo após os atentados de Paris, membros do Estado Islâmico publicaram um vídeo na web intitulado "Mensagem ao Povo da Cruz". (ANSA)
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