Polícia prende irmão de terrorista de Manchester

LONDRES, 24 MAI (ANSA) - A Polícia da Grande Manchester prendeu mais três pessoas supostamente ligadas ao atentado da última segunda-feira (22) ao fim de um show da cantora norte-americana Ariana Grande, informou a polícia nesta quarta-feira (24). Com isso, sobe para quatro o número de presos ligados ao caso.   

Entre eles, estaria Ismail Abedi, irmão do terrorista que causou a explosão, Salman, 22 anos, informa a mídia inglesa.   

De acordo com o jornal "Daily Mail", Ismail foi detido não muito longe de sua residência e é especialista em informática. Ainda de acordo com o jornal, ele trabalhou no Manchester Islamic Centre, a mesquita frequentada pela família Abedi.   

Nesta quarta, o governo britânico também começou a dar mais informações sobre o kamikaze. De acordo com as primeiras informações, é possível que ele tivesse sim ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).   

A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, disse ainda que é muito provável que Abedi não tenha agido sozinho e confirmou as informações de que todas as conexões do jovem estão sendo investigadas. A mídia destaca que o jovem de 22 anos foi o kamikaze, mas que alguém produziu a bomba para ele.   

Por conta do atentado na Manchester Arena, que matou 22 pessoas e deixou outras 64 feridas, o governo elevou para "crítico" o nível de alerta para terrorismo e definiu que pontos estratégicos de Londres, incluindo o Palácio de Buckingham, o Parlamento e Downing Street, receberam um esquema especial de proteção militar.   

Até a tradicional troca da guarda do Palácio, uma das atrações turísticas mais visitadas do país, foi suspensa para evitar o deslocamento de forças policiais de maneira desnecessária.   

- Críticas aos EUA: Além de repassar algumas informações para a imprensa, Rudd fez críticas ao governo dos Estados Unidos que repassou "detalhes confidenciais" sobre o atentado em Manchester. Segundo o site "The Independent", o nome do terrorista já era de conhecimento das autoridades locais, mas era mantido em segredo para não atrapalhar as investigações.   

No entanto, a emissora "CBS" confirmou o nome com fontes do governo norte-americano, fato que irritou o governo de Theresa May. A ministra definiu o fato como "irritante" e afirmou que espera "que isso não ocorra mais". (ANSA)
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