ONU aprova resolução contra EUA sobre Jerusalém

NOVA YORK, 21 DEZ (ANSA) - A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (21), por ampla maioria, uma resolução apresentada por Iêmen e Turquia e que condena o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos.   

Apesar da pressão e das ameaças norte-americanas, o texto recebeu 128 votos a favor, nove contra e 35 abstenções. Nos debates sobre a resolução, a Palestina, que reivindica Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, qualificou a ação do presidente Donald Trump como uma "agressão à nação árabe e aos muçulmanos de todo o mundo".   

Por sua vez, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, usou um tom de intimidação e afirmou que o país "se lembrará dessa votação". "A América levará sua embaixada para Jerusalém, é a coisa certa a se fazer", disse.   

Já o representante israelense declarou que a resolução terminará na "lata de lixo da história". Apesar disso, havia a expectativa de que mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU apoiassem o texto, o que acabou não acontecendo.   

Entre as 128 nações que avalizaram a iniciativa, estão Brasil, China, Rússia e boa parte da União Europeia, com exceção de Croácia, Hungria, Letônia, Polônia, República Tcheca e Romênia, que se abstiveram. México e Canadá, que fazem fronteira com os EUA, também não disseram nem "sim" nem "não".   

Já os nove países que rejeitaram o texto são: Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo, além de Israel e Estados Unidos.   

O documento pede que todos os Estados-membros respeitem as resoluções precedentes do Conselho de Segurança, segundo as quais o status final de Jerusalém deve ser decidido no âmbito de negociações diretas entre palestinos e israelenses.   

Além disso, a resolução afirma que ações que pretendam alterar a condição da cidade sagrada de forma unilateral não possuem qualquer efeito jurídico. Um texto semelhante já havia sido vetado pelos Estados Unidos, em reunião do Conselho de Segurança no início da semana.   

Na última quarta-feira (20), o presidente Trump ameaçou "anotar os nomes" de todos os países que aprovassem a resolução. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel foi anunciado no dia 6 de dezembro, revertendo uma postura histórica dos Estados Unidos sobre a questão e desatando uma onda de insatisfação e protestos no mundo muçulmano.   

Além disso, o presidente ainda decidiu transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Desde o reconhecimento, as forças israelenses e o grupo fundamentalista Hamas têm trocado agressões diárias na Faixa de Gaza. (ANSA)
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